Pesquisadores dos EUA desenvolvem possível vacina para Covid-19

Apesar de necessitar de acompanhamento a longo prazo dos roedores testados, vacina mostrou eficácia na produção de anticorpos

Diagnóstico laboratorial de casos suspeitos do novo coronavírus (2019-nCoV), realizado pelo Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que atua como Centro de Referência Nacional em Vírus Respiratórios para o Ministério da Saúde

Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, conseguiram desenvolver uma vacina contra o coronavírus capaz de estimular produção de anticorpos suficientes para a neutralização da Sars-CoV-2 em duas semanas após aplicação em roedores. O estudo requer acompanhamento a longo prazo, mas camundongos que receberam vacina da Mers conseguiram ser imunizados por um ano.

A base para a vacina já existia por conta de estudos anteriores contra Sars e Mers. O grupo apenas aplicou uma técnica já utilizada em vacinas contra gripe, em que se pega pedaços de proteína do vírus (feitos em laboratório) para induzir o sistema imunológico a criar anticorpos.

A vacina é formada por cerca de 400 microagulhas dissolvíveis feitas de açúcar e pedaços de proteínas do vírus que são aplicadas na pele do paciente como um adesivo. A matriz das microagulhas servem como curativo. Além de eviar irritações na pele causadas por microagulhas não dissolvíveis, a vacina não precisa ser mantida em refrigeração, podendo ser armazenada em temperatura ambiente.

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