Paulo Guedes pode ter lucrado R$ 14 milhões com dólares de offshore

O valor foi revelado em investigação divulgada neste domingo, 3, que aponta ainda que o economista possui investimentos de 9,5 milhões de dólares em uma empresa offshore nas Ilhas Virgens Britânicas

Paulo Guedes, ministro da Economia | Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes pode ter lucrado R$ 14 milhões com a valorização do dólar já atuando como titular da pasta no governo Bolsonaro. O valor foi revelado em investigação divulgada neste domingo, 3, que aponta ainda que o economista possui investimentos de 9,5 milhões de dólares – aproximadamente R$ 35 milhões na época do aporte – em uma empresa offshore nas Ilhas Virgens Britânicas.

Segundo reportagem do R7.com, a desvalorização do real durante o comando de Guedes no Ministério da Economia fez com que seu investimento, de R$ 35 milhões em agosto de 2015, hoje seja estimado em mais de R$ 51 milhões.

Em 31 de dezembro de 2018, último dia do governo Michel Temer, o dólar comercial custava R$ 3,87. Já neste domingo, 3, dia em que foi divulgada a “Pandora Papers”, cada dólar equivale a R$ 5,37. Com isso, o ministro teria lucrado aproximadamente R$ 14 mil por dia durante os 1.004 dias do governo Bolsonaro.

Segundo a Pandora Papers, investigação sobre offshores abertas em paraísos fiscais, destaca que Guedes possui empresa e manteve seus negócios nesses locais mesmo depois de fazer parte do governo federal, em 2019. A aplicação feita na empresa Dreadnought International Group Limited, sediada em um dos paraísos ficais caribenhos, entretanto, não possui nenhuma ilegalidade. As leis do Brasil dizem que qualquer cidadão do país pode ter investimentos em empresas offshore, contanto que sejam declarados à Receita Federal e ao Banco Central.

A assessoria do ministro disse, que Guedes mantém a empresa aberta e não respondeu se fez alguma movimentação ou a natureza de uma possível operação do tipo. Além disso, que ele se desvinculou de toda a atuação no mercado privado, “nos termos exigidos pela Comissão de Ética Pública”.

A reforma tributária proposta por Guedes tende a isentar as empresas offshore de pagar impostos sobre seus rendimentos. Portanto, com a divulgação do caso Pandora Papers, o ministro pode ter atuado em autofavorecimento.

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