Paulo Garcia sobre indefinição de Iris: “Desrespeito com povo goiano”

Prefeito de Goiânia comentou anúncio da desistência de seu antecessor na disputa deste ano e possível volta

Prefeito durante coletiva de imprensa | Foto: Alexandre Parrode

Prefeito durante coletiva de imprensa | Foto: Alexandre Parrode

O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), ironizou o anúncio de aposentadoria política de seu ex-aliado e antecessor, Iris Rezende (PMDB), durante coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (15/7).

Segundo o petista, é preciso esperar para ver se a decisão do decano peemedebista de não disputar as eleições deste ano na capital será mantida. Há, inclusive, uma movimentação para que ele volte atrás.

“Não cabe a mim avaliar. É uma decisão de um partido ao qual não pertenço. De um partido que se afastou de nós, um afastamento oportunista, mas precisamos aguardar. Essa história é muito repetitiva. Todos já conhecemos algumas vezes”, destacou ele.

Iris Rezende anunciou, por meio de carta encaminhada à sociedade no começo de julho, que encerrou sua carreira política em 2014 — quando foi derrotado pela terceira vez ao governo de Goiás. “Refleti muito nos últimos meses e concluí, enfim, que realmente devo finalizar a minha caminhada política”, escreveu.

Para o prefeito, caso Iris decida refluir de sua decisão, “estaremos diante de um desrespeito com o povo goiano”.

Sucessão

Abertura do seminário promovido pelo deputado federal Rubens Otoni, na Assembleia Legislativa | Foto: Alexandre Parrode

Abertura do seminário promovido pelo deputado federal Rubens Otoni, na Assembleia Legislativa | Foto: Alexandre Parrode

Paulo Garcia se mostrou animado com a pré-campanha da candidata do PT em Goiânia, a deputada estadual Delegada Adriana Accorsi (PT). “A aceitação a cada dia nos surpreende e se avoluma mais. Com muito trabalho, esforço e transparência temos possibilidade de sensibilizar eleitorado de Goiânia”, avaliou.

Contudo, o prefeito reconhece que não será uma eleição fácil, em especial para seu partido, que é alvo de grandes críticas e alta rejeição no País. “Evidentemente a conjuntura nacional e momentânea, a avaliação partidária e as administrações acabam por ter participação na eleição. Não sei se decisiva, mas o eleitorado analisa as proposições, a história de cada candidato”, completou.

Questionado sobre sua participação na campanha, ele disse que será “efetiva” e dará “todo apoio necessário”.

“Temos uma candidata promissora, honesta, séria, correta, centrada, que trabalha com proposituras reais, não faz propostas absurdas, respeita todos os segmentos, enfim, estamos muito otimistas”, alfinetou.

No fim do ano passado, Paulo Garcia confidenciou a alguns aliados que apostava em um segundo turno na capital entre dois delegados (em referência a Adriana Accorsi e ao pré-candidato do PR, Waldir Soares). Nesta sexta, ele brincou: “Pelo menos uma eu sei que vai estar.”

 

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