Paulo Garcia rebate críticas de José Nelto e acusa mídia de criar “atrito” entre PT-PMDB

Petista se mostrou surpreso com ataques de deputado sobre autoritarismo, afirmando que relação entre aliados está harmônica: “somos irmãos siameses”

Prefeito se reúne com executiva do PMDB metropolitano na última quarta (21)| Foto: Humberto Silva

Prefeito se reúne com executiva do PMDB metropolitano na última quarta (21)| Foto: Humberto Silva

O prefeito Paulo Garcia (PT) desmentiu, na manhã desta quarta-feira (21/1), as acusações de que o PMDB não teria “voz” na administração petista, feitas pelo deputado estadual eleito José Nelto (PMDB).

Em entrevista ao Jornal Opção Online, o petista garantiu que, ao contrário do que o peemedebista afirmou, a relação PT-PMDB está “a melhor possível”.

Em reunião na última terça-feira (20), os dois partidos debateram a reforma administrativa municipal, bem como a aliança para 2016. Membros da comissão executiva do PMDB metropolitano, liderados pelo deputado estadual Bruno Peixoto, participaram do encontro, na sede do Executivo goianiense.

Acontece que as opiniões se divergiram sobre os frutos da ocasião. Enquanto o vice-prefeito Agenor Mariano falou em apenas “desencontro anterior de ideias” e o deputado Bruno Peixoto que os problemas estariam “superados”, José Nelto teceu duras críticas, chegando a garantir que o “PMDB não tem voz” na prefeitura.

Paulo Garcia se mostrou surpreso com a reação do deputado insatisfeito, classificando o posicionamento como “dúbio” e “sorrateiro”. “Quando ele [José Nelto] se encontrava no ostracismo, afastado da política por improbidade administrativa, eu o convidei para ser meu secretário — a contragosto do próprio PMDB”, lembrou o prefeito, que completou: “E, à época, elogiava a mim e à administração”.

O deputado explicou, em entrevista ao Jornal Opção Online na última terça (20), que só foi à reunião para ouvir e mostrou descontentamento com o petista: “Eu não concordo com esta gestão. A crise de Goiânia é problema de gestão”.

Sobre estas críticas, o gestor goianiense rebate: “É estranho que o deputado José Nelto tenha tido todas as chances de se expressar, pois eu pedi sugestões, abri espaço, mas ele preferiu não se manifestar e depois, de forma sorrateira, falar isso. Acho uma posição dúbia, para não dizer oportunista.”

Guerra só na mídia

Paulo Garcia aproveitou para ressaltar a sintonia entre PT e PMDB: “A reunião foi muito positiva, harmônica, como nossa relação”. De acordo com ele, sempre foi assim e quem tenta criar a sensação de animosidade é a mídia.

“Faço das palavras do presidente da comissão do PMDB, Bruno Peixoto, minhas: essa tentativa de provocar atrito é da imprensa. Nós somos parceiros, irmãos siameses”, acusou ele.

O petista preferiu não falar em nomes ou cabeças-de-chapa para a sucessão em 2016, se restringindo a garantir que a base aliada, sem dúvidas, fará a sucessão: “PT e PMDB estarão unidos. Os únicos que falam o contrário são os jornais”.

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