Paródia de ‘Despacito’ gravada em curso para agentes penitenciários causa polêmica

Versão traz versos como “a bala é de borracha, mas tenho letal” e “preso é muito burro e gosta de correr perigo”. Governo do DF diz que irá apurar o caso

Reprodução

Uma paródia do hit “Despacito”, do cantor Luis Fonsi, gravada durante um curso de formação para agentes penitenciários ministrado pela Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal tem repercutido nas redes sociais e causou reação do governo de Brasília.

A Subsecretaria do Sistema Penitenciário do Distrito Federal (Sesipe) está investigando a versão musical dos agentes, chamada de “De castigo”. Em gravação que tem corrido a web, é possível ver uma servidora cantando a música, enquanto o grupo participa somente na hora do refrão.

A paródia traz versos como “a bala é de borracha, mas tenho letal” e “preso é muito burro e gosta de correr perigo”. Em nota, a subsecretaria informou que vai apurar o caso, mas diz que, de antemão, “condena as circunstâncias em que alunos do curso de formação fizeram, em tom de brincadeira, a encenação de uma paródia musical, por iniciativa própria”.

Confira abaixo a nota na íntegra da Subsecretaria do Sistema Penitenciário e o vídeo com a polêmica paródia:

“A Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), vinculada à Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social (SSP-DF), vai apurar e de antemão condena as circunstâncias em que alunos do curso de formação fizeram, em tom de brincadeira, a encenação de uma paródia musical, por iniciativa própria. Naturalmente, esse tipo de atitude não condiz com o trabalho regular que os agentes de atividades penitenciárias realizam cotidianamente e será objeto de investigação interna. O vídeo que está sendo veiculado nas mídias sociais será avaliado pela direção da Sesipe para identificar eventuais infrações cometidas por parte dos agentes que presenciaram a encenação de mau gosto. Reiteramos que todo procedimento em desacordo com a lei é apurado por meio de sindicância interna e, em caso de indicativo de crime, por inquérito policial. Os agentes do sistema prisional do DF, seja no controle interno, seja na escolta de presos, são treinados, desde a formação, para agirem de acordo com a legislação vigente, respeitando os direitos daqueles que estão sob sua guarda”.

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