Para titular da Seduc, governantes precisam ser “despreendidos” em relação ao Fundeb

Fátima Gavioli lamentou o fato de alguns governadores não terem assinado a carta de apoio a aprovação da matéria e lembrou que o programa pensa nas crianças do Brasil “como um todo”

Secretária de Educação, Fátima Gavioli | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

A secretária de Educação de Goiás, Fátima Gavioli, comentou a recente tramitação e aprovação das modificações previstas para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, intitulado de “novo Fundeb”. Dentre as mudanças aprovadas pela Câmara dos Deputados na última terça-feira, 21, estão o aumento da complementação da União, de 10% para 23%, além de novos mecanismos de distribuição dos recursos.

Ao ser questionada sobre o projeto, Gavioli explicou que havia um antigo anseio de que o Fundeb fosse inserido na Constituição Federal e não contasse mais com um “prazo de validade” como previsto pelos moldes atuais.

“O Fundeb representa 63% do fomento e investimento da Educação do nosso País. Sou totalmente a favor [de sua aprovação em definitivo] pois ajudei e ajudo a construir essa ideia para o nosso País. Fiquei muito satisfeita, inclusive, com assinatura da carta de apoio por parte do nosso governador Ronaldo Caiado que foi um dos primeiros a se manifestar. Sem contar que a bancada goiana foi incrível e votou em peso pela aprovação da matéria”, disse.

“Precisamos ser despreendidos”

Para Gavioli é importante que as pessoas não encarem o Fundeb pensando apenas em benefício próprio. “Ele nada mais é do que uma cesta de impostos arrecadados com o objetivo de corrigir as desigualdades em relação aos Estados mais pobres e vulneráveis. Esse dinheiro que a União arrecada é usado para socorrer aqueles que não possuem tanto potencial de desenvolvimento quanto os Estados do Sul e Sudeste, por exemplo. Precisamos ser despreendidos pois o Fundeb pensa nas crianças do Brasil como um todo, do Brasil inteiro”, argumentou.

Ela lamentou, inclusive, o fato de alguns governadores não terem assinado a carta de apoio a aprovação da matéria até então ainda em tramitação na Câmara. “Fico muito aborrecida quando vi que alguns governadores não assinaram pensando simplesmente que ‘perderiam’ mais recursos”.

Em Goiás, por exemplo, a secretária explicou que o Fundeb não é suficiente para quitar todas as despesas. “Nós empenhamos 100% do total recebido e ainda precisamos complementar aproximadamente 30% com recursos próprios. Para nós hoje o Fundeb necessita de complementação, mas daqui a 5 anos podemos receber um contrapartida do Governo Federal”, estimou.

Juntos pela Educação

A titular da Seduc acredita cegamente que a tramitação da matéria no Senado terá o mesmo sucesso. “É a primeira vez que as classes se reúnem em prol de um tema tão importante. O que vemos é que todos estão caminhando juntos em prol da Educação do nosso País. Não há como esperarmos outro resultado. Creio que no Senado teremos o mesmo sucesso que tivemos na Câmara”, pontuou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.