Padilha defende atos de Temer: “Independente do resultado do impeachment, medidas são necessárias”

Questionado se ações de médio e longo prazo significariam que a percepção é de que Dilma não voltará, ministro da Casa Civil se esquivou: “É assunto do Senado”

Para Eliseu, medidas são apenas resposta à sociedade | Foto: José Cruz/ Agência Brasil

Para Eliseu, medidas são apenas resposta à sociedade | Foto: José Cruz/ Agência Brasil

Apesar de definirem o governo de Michel Temer (PMDB) como temporário, já que a presidente Dilma Rousseff (PT) ainda não foi condenada no processo de impeachment, os ministros do peemedebista anunciaram, já nesta sexta-feira (13/5) medidas de médio e longo prazo. Questionados se estes atos significariam que Temer não trabalha com a hipótese de que a presidente volte ao cargo, preferiram dizer que eles agiram conforme o que era “necessário”.

Segundo o novo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), a questão sobre ela voltar ou não ao cargo não é assunto do governo, mas sim do Senado. “Se o resultado no Senado for um ou outro, as medidas têm que ser tomadas”, defendeu, embora tenha dito acreditar que seu retorno é improvável. “Independente do julgamento o governo governará olhando para o presente e para o futuro com responsabilidade”, afirmou ele.

“Nós temos que dialogar hoje muito mais com aquilo que é a ambição da sociedade do que com a possível transitoriedade ou não do governo”. “Esse é o caminho que deverá ser percorrido se quisermos recuperar a confiança, a sociedade apercebeu-se disso”, continuou, “Qualquer um que estivesse aqui teria que tomar essas medidas”.

Deixe um comentário