O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou 11 medidas econômicas que somam cerca de R$ 143,7 bilhões em pleno ano eleitoral. O volume de recursos mobilizados gerou debate entre economistas sobre os impactos fiscais e o uso mais adequado desse dinheiro.

Segundo levantamento da Folha, a maior parte do pacote — R$ 76,2 bilhões — é destinada à ampliação de linhas de crédito para caminhoneiros, microempreendedores, estudantes do Fies e setores como habitação, indústria e agronegócio.

O governo também liberou até R$ 32 bilhões em subsídios e renúncias fiscais para reduzir os efeitos da alta dos combustíveis provocada pela valorização internacional do petróleo. Além disso, foram anunciados R$ 15,2 bilhões em liberações do FGTS e R$ 5,3 bilhões para reforçar o programa Gás do Povo.

Para viabilizar o Desenrola 2, haverá ainda um aporte de até R$ 15 bilhões no Fundo Garantidor de Operações (FGO), administrado pelo Banco do Brasil, que cobre eventuais calotes em renegociações de dívidas.

Integrantes do governo, como os ministros Dario Durigan e Bruno Moretti, rejeitam a tese de que as medidas tenham caráter eleitoreiro. Segundo eles, as ações buscam enfrentar o alto endividamento das famílias e os efeitos da guerra sobre a economia.

Apesar disso, especialistas apontam preocupação com o impacto dos estímulos na inflação e na política de juros do Banco Central. Economistas avaliam que o aumento de gastos e incentivos pode dificultar a queda da taxa Selic.

Críticos também argumentam que parte dos recursos poderia ser usada para reduzir a dívida pública, em vez de ampliar programas de grande apelo popular. Ainda assim, o governo prepara novas medidas voltadas a trabalhadores informais, taxistas e motoristas de aplicativo.

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