Ossada é encontrada perto de local onde Jefferson de Oliveira sofreu acidente e foi visto pela última vez
16 setembro 2026 às 19h14

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Guilherme Rodrigues e João Paulo Alexandre
Uma ossada humana foi encontrada na tarde desta quarta-feira, 16, no Setor Vale do Sol, em Aparecida de Goiânia. Ao Jornal Opção, o delegado Eduardo Rodovalho informou que os restos mortais foram localizados a poucos metros do local onde ocorreu o acidente envolvendo Jefferson de Oliveira, ilustrador desaparecido desde o dia 25 de julho.
Entretanto, somente o trabalho da perícia poderá confirmar se a ossada pertence ao ilustrador, algo que acontece no início desta noite.
Segundo informações da PC no dia do desaparecimento, Jefferson Oliveira bateu o carro na Avenida Jataí enquanto seguia para a casa da mãe, onde tomaria café da manhã. O acidente não envolveu outro veículo, e o ilustrador colidiu contra um poste às margens da via.
Pouco depois, familiares e amigos encontraram o veículo abandonado, sem qualquer sinal de Oliveira nas proximidades. Durante as buscas, foram localizados vestígios de sangue e objetos pessoais do ilustrador, o que levou as equipes a acreditar que ele tenha entrado ferido em uma área de mata próxima ao local do acidente.

Desabafo da mãe
Recentemente, em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, Cleomar de Oliveira relembrou que as visitas do filho à sua casa faziam parte da rotina e conta como a dor provocada por esse tic-tac interminável de espera tem transformado sua vida.
Segundo ela, mesmo com os compromissos de trabalho, o filho sempre reservava os fins de semana para visitá-la. O cuidado se tornou ainda maior depois que ela sofreu um infarto e passou por oito paradas cardíacas. Durante os 21 dias em que permaneceu internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o filho praticamente deixou o trabalho de lado para acompanhar a recuperação dela.
“Além de ser meu filho, ele é meu amigo. […] Nunca fiquei esse tanto de dias sem vê-lo, nem ele sem me ver”, conta.
Segundo a dona de casa, pequenos gestos se transformaram em lembranças de uma dor imensurável desde o desaparecimento do ilustrador. Como Cleomar é apaixonada por pão, o filho costumava chegar com o alimento. Inclusive, no dia do desaparecimento, Jefferson estava indo para a casa da mãe para tomar café da manhã.
Trabalhador desde cedo
Cleomar conta que Jefferson sempre a ajudou, o que fez com que os dois se tornassem próximos desde a infância do garoto. Aos 8 anos, enquanto ela trabalhava vendendo laranjas e laranjinhas para levar comida à mesa, Jefferson já ajudava nas tarefas, carregando caixas de isopor e fazendo entregas. Mais tarde, também aproveitava eventos realizados na escola onde ela trabalhava para vigiar carros e conseguir algum dinheiro.
“Toda a vida ele foi muito trabalhador, responsável. Do meu filho eu sei falar: trabalhador, honesto e responsável.”
A mãe relembra que mesmo as eventuais discussões não duravam muito tempo, demonstrando que a ligação entre os dois era mais forte do que qualquer desentendimento.
“Nós sempre fomos grudados. Se eu discutisse com ele hoje e ele fosse embora, amanhã, quando eu abrisse a porta, a primeira cara que eu ia ver era a dele.”



