Com galhos sobre telhados e danos a imóveis, gameleira será retirada em Campinas; entenda como será a operação
16 setembro 2026 às 17h29

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Uma gameleira de grande porte que ocupa completamente uma calçada na Rua José Hermano, no Setor Campinas, em Goiânia, deverá ser removida após provocar danos em imóveis e representar risco para moradores e pedestres. A operação será realizada pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e, devido às dimensões da árvore e à proximidade com residências, exigirá o uso simultâneo de dois guindastes.
As raízes já atingem estruturas das propriedades próximas, enquanto a copa avançou sobre uma das residências. Parte dos galhos está posicionada acima do telhado e junto às paredes do imóvel, situação que torna a retirada mais complexa.
O problema não se limita ao crescimento da árvore. Galhos de grande porte já caíram dentro das propriedades e sobre a calçada, aumentando a preocupação com a segurança de moradores, trabalhadores e pessoas que circulam pelo trecho.
Diante das condições encontradas, a substituição da árvore foi apontada como solução para impedir o agravamento dos danos. A intervenção recebeu autorização da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma).
O caso também chegou ao Ministério Público de Goiás (MP-GO), que se manifestou sobre a situação e cobrou da administração municipal uma solução para o problema.
Operação deve durar seis dias
A retirada não poderá ser feita como uma poda ou remoção convencional. O porte da gameleira e a proximidade com casas e outras estruturas urbanas exigiram a elaboração de uma operação específica.
A previsão é utilizar dois guindastes telescópicos com alcance mínimo de 35 metros e capacidade de, pelo menos, 25 toneladas. Também serão necessários cestos aéreos reforçados para permitir que as equipes trabalhem nas partes mais altas da árvore.
Os equipamentos deverão operar simultaneamente durante a intervenção. A estimativa da Comurg é de que sejam necessários seis dias para concluir todo o serviço.
O cronograma, entretanto, ainda está em elaboração. Por isso, não há uma data definida para o início da retirada.
A operação também poderá provocar alterações no trânsito da Rua José Hermano e nas proximidades. Eventuais bloqueios ou mudanças na circulação de veículos serão definidos durante o planejamento e divulgados antes do início dos trabalhos.
“A data de início do serviço e as eventuais mudanças no trânsito serão informadas previamente, após a conclusão do planejamento operacional. A intervenção busca evitar que novos galhos caiam e que o crescimento das raízes amplie os prejuízos existentes”, afirmou o presidente da Comurg, Cleber Aparecido Gomes.
Raízes e galhos atingem propriedades
A situação da gameleira chama atenção principalmente pela proximidade com as construções. A árvore tomou a área da calçada e, à medida que cresceu, suas raízes passaram a interferir nas estruturas dos imóveis vizinhos.
Na parte superior, a dimensão da copa também se tornou um problema. Os galhos avançaram sobre uma residência e alcançaram áreas próximas ao telhado e às paredes, elevando o risco de novos danos em caso de queda.
O histórico de desprendimento de galhos pesou na decisão pela retirada. Além dos danos materiais, a localização da árvore em uma área urbana movimentada expõe pedestres e moradores ao risco de acidentes.
Com a autorização ambiental concedida, a Comurg agora concentra o planejamento na logística necessária para fazer a retirada sem ampliar os danos às propriedades próximas.
Após a definição do cronograma, a Prefeitura deverá informar a data da operação e como ficará o trânsito durante os seis dias previstos para o serviço.







