A Polícia Civil de Goiás (PCGO) divulgou o balanço das ações da Operação Destroyer, que, ao longo de cerca de 50 dias, resultou no bloqueio de mais de R$ 235 milhões em bens ligados a organizações criminosas.

No período, foram cumpridos 129 mandados de prisão, além da apreensão de veículos, imóveis e aeronaves. A fase mais recente da operação, deflagrada na terça-feira, 14, levou à prisão de 51 pessoas.

As ações ocorreram em municípios goianos como Rio Verde, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Leopoldo de Bulhões e Santa Terezinha de Goiás, além de desdobramentos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso.

Segundo o governo estadual, a operação terá continuidade e deve ser ampliada para todas as regionais da Polícia Civil, com caráter permanente. O governador Daniel Vilela (MDB) afirmou que o combate às facções será intensificado, enquanto o delegado-geral André Ganga destacou que as investigações seguem em curso em diferentes regiões.

De acordo com o delegado Jorge Mesquita, do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Rio Verde, a operação teve início a partir da apuração do aumento de homicídios no município.

As investigações apontaram a atuação de facções que, segundo a polícia, utilizavam violência para coagir traficantes independentes a integrar o grupo ou comercializar drogas fornecidas pela organização. Na segunda etapa da operação, iniciada em 2026, já foram cumpridos mandados de prisão em diferentes cidades: Itumbiara (18), Trindade (17), Ceres (33) e Rio Verde (61).

No consolidado das duas etapas da Operação Destroyer, os dados informados pela Polícia Civil indicam 228 investigações concluídas e encaminhadas ao Judiciário, 127 operações deflagradas e 98 ações realizadas em outros estados.

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