Operação da Polícia Federal prende 10 pessoas suspeitas de crimes contra INSS e CEF

Um suspeito ainda está foragido. A polícia registrou um prejuízo estimado ao INSS de R$ 7,5 milhões

A Operação Caverna de Platão, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (16/9) cumpriu 10 dos 11 mandados de prisão entre preventivas e temporárias, cinco mandados de condução coercitiva e 18 mandados de busca e apreensão. Um suspeito ainda segue foragido. A operação, realizada em Goiás, Brasília e Tocantins, é referente a uma associação criminosa que atuava com fraudes contra o INSS e a Caixa Econômica Federal (CEF), com prejuízo ao INSS estimado em R$ 7,5 milhões. Segundo a PF, a ação ainda impediu a perda de R$ 14 milhões aos cofres públicos.

As investigações começaram há cerca de um ano, a partir de uma queixa que chegou à Justiça Eleitoral de Caldas Novas, apontando pessoas inexistentes que recebiam benefícios previdenciários indevidos. Inicialmente pretendia-se apurar o desvio mensal e contínuo de valores da Previdência Social através da concessão irregular de benefícios de Amparo Social ao Idoso (LOAS). De acordo com os investigadores, foi constatado um número grande de alistamentos eleitorais de pessoas cujos registros de nascimento foram feitos na fase adulta em um mesmo cartório de registro civil: o da cidade de Marzagão, em Goiás.

A operação verificou mais de 1.197 certidões de nascimentos tardias e falsas, emitidas pelo cartório de Marzagão, sendo que 570 foram utilizadas para a obtenção de benefícios assistenciais de forma fraudulenta em agências do INSS. Desse quantia, 201 são do Estado de Goiás.

Os policiais mostraram ainda que alguns dos suspeitos fizeram uma associação a um outro grupo que também atuava aplicando golpes na Caixa Econômica Federal. A quadrilha utilizava documentos públicos falsos produzidos pelo titular do cartório de Marzagão, obtendo de forma fraudulenta financiamentos vinculados ao exercício da atividade rural, bem como saques indevidos de quantias milionárias por meio do nome dos verdadeiros titulares.

A ação obteve o apoio do Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO), que está supervisionando a operação, e com a colaboração da Representação da Assessoria de Análise e Pesquisa do Ministério da Previdência Social em Goiás (REAPE/MPAS/GO) e do Núcleo de Segurança Bancária da CEF.

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