Ocupantes afirmam que professor da UFG expulso de prédio “deslegitimou” movimento

Estudantes que ocupam prédio da Emac desmentem relatos publicados por educador no Facebook e garantem que funcionário entrou de forma irregular na unidade

Reprodução/Facebook

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Estudantes que ocupam o prédio da Escola de Música e Artes Cênicas (Emac), da Universidade Federal de Goiás (UFG), rebateram nesta quinta-feira (3/10) relato de um professor da unidade, que alegou, em suas redes sociais, que havia sofrido constrangimento ao ser expulso do local pelos manifestantes contrários à PEC 241/55.

Em nota de esclarecimento enviada à reportagem do Jornal Opção, os estudantes afirmam que o professor Wolney Alfredo Unes, acompanhado de três estudantes, entrou na ocupação de “forma irregular”. Conforme apontam os ocupantes, o educador teria violado regras estabelecidas em assembleias abertas ao público, recusando-se a se identificar para que pudesse ter acesso à área interna da escola.

“Durante o tempo que a escola estiver ocupada, é de responsabilidade dos ocupantes todo o patrimônio da instituição, não estando aqui ocupados com os estudantes universitários vinculados a Emac nenhum professor ou técnico administrativo”, explicam.

Os manifestantes alegam, ainda, que a deliberação do movimento é para que professores e alunos possam desenvolver nos espaços ocupados, de forma antecipada e previamente agendada, atividades que estivessem fora da grade curricular de suas disciplinas. Conforme recomendação dos alunos, o corpo docente está autorizado a participar da ocupação para discutir as consequências da PEC 241/55 para a área de arte e cultura.

“Informamos que o Professor Wolney Alfredo Unes não entrou em contato para agendar atividades, sendo assim, além de não estar no quadro de atividades, também correspondia a uma atividade dentro da ementa da disciplina que ele oferta na instituição, ou seja, mais uma vez passando por cima das decisões tomadas”, reforçam.

Por fim, os estudantes afirmam que o professor, ao não seguir as recomendações da ocupação, “deslegitimou” o movimento, além de ter recusado tentativa de diálogo por parte dos alunos e provocado “conflitos e desgastes desnecessários, tentado expor os ocupantes”.

O movimento também desmente a versão narrada pelo professor em suas redes sociais e afirma que pode disponibilizar vídeos do circuito de segurança da unidade, caso seja necessário. Confira aqui a íntegra do documento enviado à reportagem pelo “Ocupa Emac”.

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