“Óbvio que o governo vai ruir”, diz Lobão sobre gestão de Bolsonaro

Cantor afirmou que administração do presidente, a quem apoiou, é um desastre e que Olavo de Carvalho é o principal culpado

Lobão em apoio a Bolsonaro, no passado | Foto: Reprodução

O cantor e compositor Lobão se tornou um dissidente do governo Bolsonaro (PSL). O músico disse, ao jornal Valor Econômico, nesta sexta, 17, que o líder do Executivo não tem capacidade “intelectual e emocional” para administrar o País. Além disso, o artista disse que a tendência é a população ter saudade do Lula e a esquerda capitalizar.

Ainda conforme Lobão, “é óbvio que o governo vai ruir”. Ele disse, também, que Bolsonaro “confia apenas nos filhos” e seu governo é “um desastre”. “Está ilhado”, disse ao veículo de comunicação.

Culpado

Para o músico, que era apoiador de Jair no último pleito, o guru bolsonarista, o escritor Olavo de Carvalho, é o principal responsável pela situação da administração. “Olavo é um sociopata. Não tem empatia por ninguém. É um ególatra”, assinalou.

Lobão declarou, ainda, que, caso seja feita uma pesquisa, será possível observar que 90% dos eleitores de Bolsonaro estão decepcionados. “Isso está uma novela mexicana de quinta categoria, um melodrama horroroso e brega”.

Saudades do “ex”

Em outro ponto da entrevista, Lobão conjectura que o cenário se inclina para que as pessoas tenham “saudade do Lula”. Com isso, ele acredita, a esquerda volte a capitalizar.

“O Psol, o Ciro Gomes, o Lula, se sair da prisão melhor ainda para eles. É pouco provável que a situação volte a se reeleger. Bom, resta saber se o governo vai sobreviver a este ano ainda. Não vejo como o governo vai se sustentar até o fim de 2019. É um desastre o que está acontecendo, sem alarmismo”.

“Idiotas úteis”

sobre a fala do presidente acerca dos manifestantes, a quem chamou de “idiotas úteis” e “massa de manobra”, o cantor alerta que Bolsonaro mexe em um vespeiro. O músico também criticou perda de status de ministério pela Cultura – que foi abrigada na pasta da Cidadania.

“O ministro Osmar Terra, quando veio falar comigo, muito singelamente me confessou: ‘Lobão, sou médico e de cultura só toco berimbau, não entendo nada’. Fechou a conversa, né?”.

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