O que acontece após a PGR pedir a condenação de Bolsonaro

15 julho 2025 às 18h00

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou suas alegações finais pedindo a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos demais réus do núcleo um do caso da tentativa de golpe de estado. O órgão pede que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condene Bolsonaro a mais de quarenta anos de prisão. Ele é apontado como líder da conspiração que pretendia dar um golpe de estado.
Agora, é aberto prazo para que os acusados também apresentem suas alegações finais. Todos os réus costumam ter mais tempo para apresentarem a última defesa, porém, no caso do golpe o ex-ajudante de ordens e tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid vai falar primeiro.
Isso ocorre por causa do acordo de delação premiada assinada por Cid. Após Cid, outros réus, como Bolsonaro, general Walter Braga Netto e o ex-ministro Anderson Torres, também falarão.
Cid terá quinze dias úteis, contados a partir desta terça, 15. Após a apresentação de suas alegações, no dia útil seguinte começará um novo prazo para os demais réus. O prazo é contado em dias úteis e continua correndo durante o recesso do Supremo, por conta da existência de um réu preso.
Após os prazos, o caso fica pronto para julgamento. O relator, Alexandre de Moraes, deverá marcar uma sessão (que pode durar um ou mais dias) de julgamento na Primeira Turma para que cada um dos ministros dê seu voto. Moraes também será o primeiro a votar, seguido por Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Flávio Dino. Eles podem acompanhar Moraes ou divergir.
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