O chiclete de pimenta premiado pela Nasa: brilhantismo da ciência brasileira é entusiasmante

Vitória de grupo goiano é fonte de energia para ciência nacional, área historicamente neglicenciada pelo poder público 

Foto: reprodução

O grupo de estudantes goianos que conquistou o primeiro lugar no concurso internacional de robótica nesta semana é mais um atestado do potencial inovador que o Brasil possui em sua comunidade científica. Apesar da histórico desprezo do poder público pela área.

Foram sete meses de pesquisas até chegar ao resultado final, o chiclete de pimenta. Criado por estudantes do curso de robótica da escola do Serviço Social da Indústria (Sesi), em Goiânia, a ideia ultrapassou outros 69 projetos apresentados durante o concurso da Nasa, realizado na Virgínia, nos Estados Unidos e que incluiu participação de 12 países.

O produto dos secundaristas tem função nobre diante ao iminente crescimento das explorações espaciais em futuro próximo. Pensando no conforto para os astronautas, que perdem sentidos básicos, como paladar e olfato durante as missões, o chiclete de pimenta devolve a eles condições de senti-los. A pesquisa, que chegou a ser apontada como simples, mostrou sua genialidade e agora é reconhecida.   

Em meio à comemoração e ao orgulho do título, é necessário relembrar do insistente cenário de incertezas que a ciência enfrenta de forma histórica. Desde recursos escassos pós-redemocratização, passando por impactos atuais, como PEC do teto de gastos a até a ação binominal “cortes/contingenciamentos” anunciada pelo Ministério da Educação (MEC). A produção cientifica vive à mercê de uma política que não a reconhece de forma concreta.

Apesar disso, a produção de conhecimento do País demonstra seu potencial e espera ser notada. No contorno a tudo isso, a vitória do chiclete picante feito para astronautas demonstra que o limite da ciência nacional é proporcional ao infinito do espaço.

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