Novo Plano Diretor terá árduo desafio de ocupar 110 mil lotes vazios

Estimativa da Prefeitura de Goiânia é que há até várias áreas de mais de 5 mil m² sem uso algum na cidade

Vazios urbanos são desafio em Goiânia | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Um dos maiores desafios do novo Plano Diretor de Goiânia será resolver a questão dos vazios urbanos: grandes áreas desocupadas, sem qualquer uso social, em várias regiões da capital — a maioria servindo de interesse à especulação imobiliária.

Em entrevista ao Jornal Opção, o superintendente de planejamento da Secretaria Municipal de Planejamento e Habitação (Seplanh), Henrique Alves, garantiu que um dos objetivos da gestão é ocupar esses espaços a partir de iniciativas conjuntas, como Projetos Diferenciados de Urbanização (PDUs), que analisa a potencialidade do local para propor incentivos aos proprietários, além de benefícios fiscais.

“A ideia da cidade compacta permanece, então a intenção é ocupar os vazios urbanos. Fizemos a divisão em duas categorias: os que se encontram nas franjas da cidade [divisas e regiões afastadas] e os na área consolidada [dentro de setores adensados], cada um será tratado à sua maneira”, explicou.

Justamente por isso, uma nova expansão urbana de Goiânia está descartada. O que poderá ser feito, reconhece o superintendente, é o “redesenho” de algumas áreas — especialmente nos limites com outros municípios. “Mas não será nada grande como o que aconteceu em 2007”, completou.

Além de haver cerca de 110 mil lotes vazios na capital, há uma alta quantidade de áreas com tamanho superior a 5 mil m² que não possuem qualquer destinação. “A prioridade será trabalhar essa ocupação. Talvez oferencendo incentivos para que seja dada destinação a essas áreas, enfim, é algo que precisa ser desenvolvido”, arrematou.

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