No final de abril, a Apple anunciou uma das transições mais importantes da sua história recente. Após mais de 15 anos no comando, Tim Cook deixará o cargo de CEO e passará a ocupar a presidência do conselho da empresa, mantendo influência estratégica.

Sob sua liderança, a Apple passou por grandes transformações e o seu valor de mercado também. Saltou de U$350 bilhões para US$4 trilhões. Tim Cook conseguiu consolidar a empresa como uma das mais valiosas do mundo.

A mudança acontece em um momento simbólico: os 50 anos da empresa que surgiu na garagem da casa Steve Jobs juntamente a Tim Cook e que, agora, vai se aposentar. A substituição também está ligada ao momento de uma nova onda tecnológica, marcada pelo avanço da inteligência artificial e por desejo da própria empresa que quer ousar e inovar ainda mais. 

O novo CEO será John Ternus, atual chefe de engenharia de hardware. Ele trabalha há mais de 20 anos na empresa e esteve à  frente do desenvolvimento de produtos-chave do ecossistema Apple. Ternus assume o novo cargo ainda este ano, em 1 de setembro. A indicação é do próprio Tim Cook.

Tim Cook e John Ternus: a nova aposta da Apple

Responsável direto pela criação dos produtos mais importantes da Apple nos últimos anos: iPhone, Apple Watch e Air Pods, ele não é uma pessoa conhecida no mercado, mas internamente, o novo CEO da Apple, é considerado uma forte liderança. Aos 50 anos, John Ternus passou 25 deles na Apple supervisionando a engenharia de hardware dos produtos desenvolvidos por ele e seu time. Ele também é o responsável por restabelecer o Mac Sales e expandir seu lineup. A promoção é um reflexo da mudança do foco operacional da empresa, e foi planejada por Tim Cook. O novo líder da Apple tem a missão de desenvolver novos produtos que certamente já estão em andamento. 

John Ternus, novo CEO da Apple.

Essa decisão em substituir o CEO da empresa de tecnologia mais importante do mundo é o reflexo de uma clara estratégia: mudança sim, mas com cautela. Numa época em que a indústria persegue as rápidas alterações empresariais, a Apple parece focada na continuidade, refinando seu ecossistema, fortalecendo sua base de hardware e evoluindo no próprio rítmo ao invés de seguir tendências. 

Da visão à inovação

Steve Jobs, primeiro CEO da Apple, foi um líder visionário. Co-fundador da empresa, ele é o homem responsável por simplificar o acesso à tecnologia que mudou o jeito de ser da humanidade. 

Tim Cook, segundo CEO da Apple, focou em inovação, privacidade e num mundo melhor onde a tecnologia é protagonista.

John Ternus, o terceiro CEO à partir de setembro, vai conduzir a Apple ao futuro com inovação e excelência.Ele representa o início de uma nova era para a empresa e assumirá um dos cargos mais cobiçados do mundo dos negócios, mas tem pela frente grandes desafios: o IA da Apple, manter e aumentar o banco de talentos da empresa e provar que a Apple ainda é capaz de lançar a próxima grande coisa. 

A liderança muda, mas a missão continua a mesma: redefinir o futuro.

Lady Gaga e a Apple: Abracadabra 

O próximo capitulo da Apple já está em movimento. Hoje, na principal loja da empresa, em Los Angeles, a cantora Lady Gaga fez uma performance teatral que começou dentro da loja e terminou na calçada. Foi o início da divulgação do novo trabalho da diva pop, “MAYHEM Requiem”, um filme_concerto da cantora em parceria com a Apple Music.

Nas redes sociais, vídeos do momento viralizaram e mostraram Gaga vestida de Gyvenchy, cercada por uma atmosfera cinematográfica, estética gótica, figurinos dramáticos e uma procissão tocando “Abracadabra”, um dos maiores hits da era “MAYHEM”.

Nas redes sociais, os fãs definiram a performance na Apple como o “evento mais Lady Gaga possível”. O especial já está disponível na Apple Music.

 Esta foi a primeira vez que a empresa abriu as portas para uma celebridade do calibre de Lady Gaga, realizar uma performance tendo como pano de fundo uma de suas principais lojas no mundo. 

Abracadabra.