Uma economia anual superior a R$ 43,6 milhões e a mitigação de 15 mil toneladas de CO2: esses são os principais benefícios estimados da operação do sonhado Anel Viário Metropolitano de Goiânia. Recentemente, a proposta deu um passo decisivo com a aprovação do anteprojeto pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Integrado ao Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) do governo federal, o empreendimento atua diretamente na diminuição do Custo Brasil, um dos objetivos da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), alinhado ao Mapa Estratégico da Indústria, coordenado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O projeto tem por objetivo solucionar o gargalo da malha urbana saturada. Para se ter uma dimensão, o trecho atual do Anel Viário e o perímetro urbano da BR-060 registram um fluxo médio diário de aproximadamente 90 mil veículos. A nova via expressa almeja substituir esse tráfego por um fluxo contínuo. De acordo com análise da Gerência de Desenvolvimento Industrial (Gedin) da Fieg, a velocidade média no trecho deve subir de 25 km/h para 70 km/h, colocando fim ao sistema “anda e para” que encarece o transporte e desperdiça combustível. Outra vantagem estimada seria o menor desgaste das frotas e a maior confiabilidade nas cadeias de suprimentos.

O presidente da Fieg, André Rocha, afirma que a construção do Anel Viário atende a uma demanda antiga do Estado e contribui para melhorar o fluxo nas rodovias, reduzir gargalos e facilitar o transporte da produção. “ Não há como falar do desenvolvimento de Goiás sem olhar para o transporte. Para um Estado com forte presença industrial, ter rodovias que conectem empresas, mercados e portos ajuda a reduzir custos, dar mais agilidade ao escoamento da produção e gerar impactos positivos para quem produz e para o consumidor ”, diz.