“Nova estrutura prevê continuidade da expansão da produção em Minaçu”, diz presidente da Serra Verde após venda para empresa americana
24 abril 2026 às 07h00

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O presidente da Serra Verde Group, Ricardo Grossi, afirmou, em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, que a nova estrutura realizada com a venda da empresa para a USA Rare Earth prevê a continuidade da expansão da produção em Minaçu. A empresa se tornou ponto crucial no tema terras raras e foi vendida por cerca de R$ 14 milhões.
“Nossa meta na Fase I é alcançar cerca de 6.400 toneladas de terras raras por ano até o fim de 2027. Além disso, seguimos avaliando uma potencial Fase II, que poderá dobrar a produção antes de 2030. A combinação com a USA Rare Earth, os US$ 565 milhões já assegurados em financiamento e o acordo de fornecimento nos dão uma base mais robusta para sustentar investimentos e crescimento no estado nos próximos anos”, destaca.
Grossi explica que o fechamento da transação está previsto para o terceiro trimestre de 2026, sujeito às condições usuais de fechamento e às aprovações regulatórias aplicáveis. “A transação já foi aprovada pelos conselhos de administração de ambas as companhias e ainda está sujeita à aprovação dos acionistas da USA Rare Earth”, afirma.
Em números, Grossi destaca foram mais de US$ 1,1 bilhão em investimentos de capital ao longo de cerca de 16 anos. A empresa entrou em produção comercial em 2024 e emprega cerca de 360 pessoas, sendo que 66% dos colaboradores são funcionários locais e 31% mulheres.
A expectativa é que a mina alcance produção de cerca de 6,4 mil toneladas anuais de óxidos de terras raras até o fim de 2027. Além disso, a companhia avalia uma segunda fase de expansão que pode dobrar a produção antes de 2030.
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