No Entorno, 25 escolas estaduais podem ser geridas por OS já em abril

Chamamento para administração compartilhada deve ser publicado nesta semana; secretária explica que processo dura cerca de dois meses

Secretária Raquel Teixeira durante coletiva | Foto: Alexandre Parrode

A expectativa da secretária de Educação, Cultura e Esporte de Goiás, Raquel Teixeira, é que, se tudo correr normalmente, a implantação da gestão compartilhada com as organizações sociais (OSs) em 25 escolas estaduais de Luziânia e Águas Lindas se concretize em dois meses.

Durante coletiva de imprensa na manhã de segunda-feira (23/1) em Goiânia, ela explicou que o chamamento deve ser publicado ainda nesta semana. “Todas as OSs já qualificadas poderão concorrer e o contrato para a gestão da regional do Entorno será firmado em breve. Como sabemos os trâmites, será mais rápido que o primeiro”, explicou.

Atualmente, cerca de 25 OSs estão aptas a concorrerem nos chamamentos do governo para o novo tipo de gestão que será implantado em 2017. A regional de Anápolis, que será a primeira, deu início ao ano letivo sem a gestão compartilhada por força de uma liminar na Justiça. Contudo, Raquel Teixeira acredita que a decisão será revista.

“Estamos confiantes pois o processo foi feito com máxima transparência: a escola continuará sendo pública, gratuita e para todos. Os professores e diretores continuam os mesmos… A mudança é no modelo administrativo, que irá superar dificuldades históricas”, destacou.

Ainda de acordo com a secretária, novos chamamentos para mais escolas serão feitos ao longo do ano. O próximo deve ser na regional de Goiânia, com unidades da capital, Aparecida de Goiânia e Goianira.

Sobre os questionamentos que vêm sendo feitos, inclusive pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), ela lembrou que, como se trata de uma inovação do governo, é normal que haja insegurança. “Quando o governador [Marconi Perillo] abriu o processo das OSs na Saúde, houve recursos de promotores o tempo todo. Seja por ideologia, por razões legítimas, algumas pessoas não querem a implantação das OSs na Educação, que significa uma mudança grande de governança, mas o mundo todo está passando esse momento”, asseverou.

Outro ponto destacado é que, em todos os contratos da gestão compartilhada, há uma cláusula que, embora a duração seja de três anos, o governo pode rompê-los a qualquer momento.

 

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