No duelo da melhor defesa contra o melhor ataque, venceu o último

Era visível que os brasileiros, no jogo contra a Bélgica que acontece na última sexta-feira (6), estavam mostrando menos do que o esperado 

Foto: Getty Images/FIFA

Cilas Gontijo

A seleção brasileira entrou em campo contra a Bélgica na última sexta-feira (6) e fez daquela sua última participação na Copa do Mundo de 2018. Muito apáticos, os jogadores também mostravam semblantes sérios sem a alegria contagiante comum do brasileiro, isso já desde o hino nacional.

No apito do árbitro o futebol apresentado pelos craques nacionais não fluía, muito lento e sem iniciativa, foi facilmente envolvido pela frente da Bélgica. De Bruyne , Lukaku , Eden Hazard e o grandalhão Fellaini não deram descanso para a zaga brasileira em todo primeiro tempo.

Neymar, muito abaixo da média como nas outras partidas que jogou na copa, errou muitos passes, talvez por causa da cirurgia no pé. Não conseguiu nem emplacar suas jogadas rápidas de dribles desconcertantes.

Aliás, é possível lembrar que Neymar também não teve muita sorte em copa do mundo em 2014, sofreu com uma entrada forte nas costas do colombiano que o tirou do jogo contra Alemanha e, agora chegou à copa após uma cirurgia que com certeza não o deixava jogar cem por cento o futebol que ele sabe.

Felipe Coutinho, irreconhecível em campo com seus muitos erros de passes curtos, não conseguiu nem ao menos finalizar com precisão, errando chutes de dentro da área.

Gabriel Jesus, sumido como em todos os jogos, não conseguiu uma jogada de gol, passou batido em todas as partidas sem nenhum gol. Contra a Bélgica não foi diferente, mas justiça seja feita, na única jogada dele, o zagueiro Company cometeu pênalti dentro da pequena área, penalidade não marcada pelos árbitros, que estranhamente agiram quando se tratava dos lances duvidosos a favor da seleção brasileira.

Willian, jogador diferenciado no seu time Manchester City, também não conseguiu repetir a atuação do jogo contra o México. Sem velocidade e duplamente marcado, não soube sair situação.

Assim, com os nossos principais jogadores não conseguindo jogar bem, ficamos vulneráveis sem um ataque que envolvesse a zaga belga. Com entrada de Fernandinho no lugar de Casemiro que saiu por causa do segundo cartão amarelo, nosso meio de campo não conseguiu ser forte na marcação deixando a zaga brasileira vulnerável.

Fernandinho que, aliás, foi um dos poucos erros de Tite nessa copa, não teve culpa no primeiro gol da Bélgica, uma bola que resvalou na cabeça do zagueiro belga Company tirando possibilidade de reação de Fernandinho, que nada pode fazer para que a bola não tocasse em seu ombro e tirasse possibilidade de defesa do goleiro Alisson.

Foto: Getty Images/FIFA

O gol que animou a seleção belga, foi dado numa arrancada na velocidade e na força do camisa nove Lukaku, que encontrou no espaço vazio do meio campo De Bruyne, acertando um belo chute no canto direito sem chances para o goleiro brasileiro fazendo dois a zero.

A partir daí, os jogadores brasileiros sentiram o golpe de que nada mais dava certo. O nervosismo tomou conta de todos que passaram a errar lances inacreditáveis.

Na volta pro segundo tempo, com entrada de Firmino no lugar de Willian, Douglas Costa no lugar de Gabriel Jesus, que foi tarde nessa alteração (outro erro de Tite) e Renato Augusto no lugar de Paulinho, o time melhorou muito. Marcelo jogou bem, como sempre indo pra cima de seus marcadores descolando muitos cruzamentos, assim como Douglas. Porém, pecaram muito nas finalizações, um dos defeitos mostrados pelos nossos jogadores ao longo da copa.

O gol de cabeça de Renato Augusto veio para dar mais ânimo aos jogadores brasileiros que atacaram muito o gol de Courtois, mas erravam muito e, quando acertavam o alvo paravam nas grandes defesas desse goleiro, que fez oito defesas na partida, inclusive a do chute de Neymar, já no final do jogo.

A seleção brasileira perdeu. Muito pela incompetência de seus atacante e, depois, pela noite inspirada do goleiro belga.

Nossa zaga se portou bem. Miranda não perdeu bola bola para Lukaku, Tiago Silva firme como sempre. Mas nossa seleção caiu. Caiu diante de uma seleção que jogou melhor, mesmo que com um pouco de sorte. Mas todo grande time precisa também contar com a sorte para se chegar a uma final.

Por tanto, no final das contas, se saiu melhor quem atacou mais. É como diz o ditado: “a melhor defesa é ter um bom ataque”.

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