Três passageiros infectados pelo hantavírus, sendo dois em estado grave, foram retirados do navio de cruzeiro MV Hondius no porto de Praia, em Cabo Verde, na terça-feira, 5, e transferidos para aeronaves-ambulância. Já nesta quarta-feira, 6, o governo da Espanha informou que os demais a bordo, cerca de 150 passageiros e tripulantes, permanecem assintomáticos.

Desde o início do surto, três mortes já foram registradas no cruzeiro de luxo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Além disso, a África do Sul confirmou a identificação da cepa andina do vírus, que, em casos raros, pode ser transmitida entre humanos. Ainda assim, a OMS reforça que o risco para a população em geral é considerado baixo.

Os três pacientes retirados são um holandês, um alemão e um britânico, conforme informou o Ministério das Relações Exteriores da Holanda. “Três pacientes com suspeita de hantavírus acabam de ser retirados do navio e estão a caminho de receber cuidados médicos na Holanda”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em mensagem publicada na rede X.

O governo suíço também informou que um homem que retornou do Hondius está internado em Zurique, sem representar risco à população.

A operadora Oceanwide Expeditions informou que o navio seguirá para as Ilhas Canárias, na Espanha. Ao atracar em Tenerife, todos os passageiros e tripulantes passarão por exames médicos antes de serem repatriados.

A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, afirmou que 14 espanhóis serão transferidos para um hospital em Madri, onde permanecerão em quarentena. “A Organização Mundial da Saúde explicou que Cabo Verde não tem capacidade para realizar essa operação. As Ilhas Canárias são o local mais próximo com a estrutura necessária”, informou o Ministério da Saúde espanhol.

Os hantavírus são transmitidos principalmente por roedores infectados e podem causar doenças graves, como síndromes respiratórias, complicações cardíacas e febres hemorrágicas.

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