Um dos asteroides mais monitorados pela NASA voltou a chamar a atenção da comunidade científica. Conhecido como Bennu, o corpo celeste tem uma pequena, mas real, possibilidade de colidir com a Terra em 24 de setembro de 2182, segundo cálculos da agência espacial americana.

Embora a probabilidade seja considerada baixa — cerca de uma em 2.700 (aproximadamente 0,037%) —, pesquisadores afirmam que um eventual impacto poderia provocar mudanças significativas no clima do planeta, afetando a produção de alimentos, os ecossistemas e a qualidade de vida em diversas regiões do mundo.

Com cerca de 500 metros de diâmetro, Bennu é considerado um dos objetos próximos à Terra que mais despertam atenção dos astrônomos. Caso atingisse o planeta, a energia liberada seria equivalente à explosão de 22 bombas atômicas de grande potência, suficiente para lançar enormes quantidades de poeira e aerossóis na atmosfera.

Como um impacto poderia afetar o planeta?

Segundo estudos da NASA e de pesquisadores internacionais, o principal risco não seria apenas a destruição provocada no local da colisão. A grande preocupação é que as partículas lançadas para a atmosfera bloqueiem parte da luz solar, desencadeando um fenômeno conhecido como “inverno de impacto”.

Nesse cenário, as temperaturas médias globais poderiam cair cerca de 4°C, reduzindo a incidência de luz sobre a superfície terrestre. A consequência seria uma queda na fotossíntese das plantas, afetando lavouras, cadeias alimentares e a segurança alimentar em diversas partes do mundo.

Os cientistas também avaliam que um impacto dessa magnitude poderia alterar o regime de chuvas e comprometer parte da camada de ozônio, aumentando a incidência de radiação ultravioleta sobre a superfície.

Missões buscam evitar esse tipo de desastre

Apesar do cenário descrito, especialistas reforçam que não há motivo para alarme. A possibilidade de colisão continua extremamente pequena e Bennu é monitorado constantemente por observatórios e pela NASA.

Nos últimos anos, a agência espacial investiu em tecnologias para defesa planetária. Em 2022, a missão DART conseguiu alterar, pela primeira vez, a trajetória de um asteroide ao colidir deliberadamente com ele, demonstrando que a humanidade já possui meios promissores para tentar evitar futuras ameaças espaciais.

Além disso, a missão OSIRIS-REx trouxe amostras da superfície de Bennu para a Terra, permitindo aos cientistas conhecer melhor sua composição e aprimorar modelos capazes de prever seu comportamento nas próximas décadas.

Embora a chance de impacto permaneça remota, o caso reforça a importância do monitoramento contínuo de objetos próximos à Terra e do desenvolvimento de tecnologias capazes de proteger o planeta de eventuais colisões futuras.

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