“Não sou o primeiro advogado a sofrer esse tipo de retaliação”, diz Lúcio Flávio

Para ele, sua convocação à CPI da Enel “escreve uma página triste e incompatível com o histórico da Assembleia Legislativa de Goiás como defensora das liberdades públicas”

Advogado da Enel e presidente da OAB – Seção Goiás, Lúcio Flávio | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

Convocado para comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Enel, na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o advogado da distribuidora de energia, que também é presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás, Lúcio Flávio, considerou o chamamento uma “retaliação”.

Isso, porque, na posição de advogado da Enel, Lúcio Flávio considerou o projeto de Lei que prevê a rescisão do contrato de venda da Celg D ilegal. Com isso, ele vem sendo duramente criticado pelos parlamentares, que chegam a questionar sua posição de presidente da OAB.

Na manhã desta quinta-feira, 28, os integrantes da CPI da Enel decidiram chamar o advogado para oitiva. Confira posicionamento de Lúcio Flávio na íntegra:

A história mostra que o exercício da advocacia, com coragem e independência, como deve ser, sempre cobra um preço: a perseguição pelo Poder. Não serei o último, assim como não sou o primeiro advogado a sofrer esse tipo de retaliação. Mas a CPI da Enel, ao investir contra a defesa, sem dúvida, escreve uma página triste e incompatível com o histórico da Assembleia Legislativa de Goiás como defensora das liberdades públicas.

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