“Não há cenário para greve na UFG hoje”, afirma presidente do sindicato de professores

Professores aguardam segunda reunião com o governo federal antes de decidir se cruzam os braços. Encontro deve acontecer na primeira quinzena de junho

Com a greve se espalhando pelas universidades federais do Brasil é comum ver aumentar os questionamentos acerca da possibilidade de paralisação aqui em Goiás. O diretor presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg), Flávio Alves da Silva, porém, assegura que não existe possibilidade dos professores da universidade entrarem em greve. Pelo menos não por enquanto.

Em entrevista ao Jornal Opção Online, Flávio foi categórico: “Não há cenário para greve na UFG hoje”. Ele disse que o sindicato aguarda segunda reunião com o governo federal, que, apesar de ainda não ter sido marcada, deve acontecer ainda na primeira quinzena de junho.

Segundo o professor, no início do ano o governo propôs um calendário que seria composto por três reuniões: uma primeira em maio para que a categoria apresentasse uma proposta, a segunda em junho para ser apresentada a contraproposta do governo e a final em julho para fechamento das negociações.

Ainda de acordo com o diretor presidente, a maioria dos professores da UFG acha que não é momento para greve. “Não há possibilidade de entrar em greve ainda neste semestre. Se o governo não apresentar contraproposta, aí talvez haja indicativo para o início do outro [semestre]”, afirmou, ressaltando que a Adufg só vai apoiar a greve se os professores aprovarem a paralisação.

Divergência

Flávio esclarece que a Adufg deixou de ser vinculada ao Sindicato Nacional dos Docentes de instituições de Ensino Superior, conhecido como Andes, em 2011. Desde então é filiada ao PROIFES (Federação dos Sindicatos de Professores e Professoras das Instituições Federais de Ensino Superior).

Conforme o presidente, o Sindicato seria o principal articulador das greves nas universidades federais. “O Andes não quer negociar. Eles chegaram na primeira negociação já falando em greve”, contou.

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