“Não é arma de fogo que mata”, rebate deputada sobre tragédia em Goiânia

Magda Mofatto, que defende publicamente revogação do Estatuto do Desarmamento, diz que adolescente poderia ter usado um carro para matar 

Vídeo publicado no Facebook da deputada

A deputada federal Magda Mofatto (PR-GO), que aparece em pílulas partidárias defendendo publicamente o armamento, refutou ao Jornal Opção qualquer ligação entre a tragédia na escola de Goiânia com o posse de armas de fogo.

Segundo ela, o adolescente — que disparou contra colegas de sala deixando dois mortos e quatro gravemente feridos na manhã desta sexta-feira (20/10) — poderia ter utilizado outro instrumento para os assassinatos.

“A arma não é quem mata, poderia ter pegado uma faca, como aquele menino que esfaqueou uma colega aqui em Goiânia. O problema é humano. Volto a dizer, temos que ter cuidado com qualquer espécie de máquina. Um veículo também é uma arma, não podemos deixar ou permitir que qualquer pessoa tenha acesso senão tiver preparo para uso”, argumentou.

Mofatto negou que ter uma arma de fogo em casa contribua para tragédias como a desta sexta (20). “O dono da arma é um militar, como militar e qualquer outra pessoa que tenha arma tem que ter um zelo, um cuidado fora do comum, da mesma maneira que quem tem um veículo tem que ter um cuidado, porque da mesma maneira tem menores que pegam carros dos pais, bebem e matam gente”, completou.

Para a deputada, a discussão que deve ser feita neste momento não é a do desarmamento, mas, sim, a do bullying. “Não foi o acesso à arma que causou a tragédia”, arrematou.

 

9 respostas para ““Não é arma de fogo que mata”, rebate deputada sobre tragédia em Goiânia”

  1. Avatar Thiago Oliveira Martins disse:

    Qual a necessidade do Estado, se o cidadão começar a se armar para se defender. Entregue seu cargo e saia do serviço público se admite que o Estado não serve como monopólio da violência.

  2. Avatar Samuel disse:

    Admito que a tática é boa, mas já tem um mês de postagem de vídeo, tá precisando de acesso hein?

  3. Verdade qualquer coisa mata basta estar mau intencionado
    Vamos ver se dessa vez acabam com esse lixo chamado estatuto do desarmamento
    Para qualquer cidadão de bem possa ter a sua própria arma para sua defesa e da sua família

  4. Avatar Sevy disse:

    Ela está totalmente certa, a mídia desarmamentistas que quer o povo como ovelhas

  5. Avatar Lucas disse:

    Perfeito! Arma não mata. Pessoas matam. O instrumento não é o problema e sim os motivos, as circunstâncias, o psicológico da pessoa. É isso que deve ser debatido, identificado o problema e corrigido.

  6. Avatar Carlos Raimundo Lucas Batista disse:

    Parabéns, deputada. Os “pseudodefensores” da paz são a favor do desarmamento dos cidadãos de bem, mesmo sabendo que o Estado não consegue desarmar os bandidos. A paz aí é para os bandidos, que agem tranquilamente, sabendo que o Estado se encarregou de tirar as armas de suas vítimas. Chega a ser revoltante ver dois bandidos entrando em uma bar, onde está cheio de fregueses e sair levando os bens deste fregueses, pois sabem que ninguém ali está armado. Entram em residências onde está acontecendo uma festa, com a maior tranquilidade, roubando a todos, pois têm a certeza que ali ninguém terá uma arma para confrontá-los. Quando um bandido mata um cidadão de bem, os defensores dos direitos humanos nada dizem, não vão à casa dos familiares destas vítimas para saber em que situação se encontram, mas quando um bandido morre, principalmente em confronto coma a Polícia, os defensores dos “direitos humanos” aparecem fazendo barulho. Precisamos mudar este país, defender os direitos humanos das vítimas que são mortas todos os dias pelos bandidos. Estou contigo deputada.

  7. Avatar sevy disse:

    certa ela, midia desarmamentista do caralho

  8. Avatar Silvio Carlos Marinho Ribeiro disse:

    A tese de que “a arma de fogo não mata” pode ser usada contra aquilo que a deputada defende, ou seja, a revogação do Estatuto do Desarmamento. Ora, um argumento contra o Estatuto do desarmamento, que determina regras rígidas para o porte de armas, é o de que todo cidadão tem o direito de se defender e fazer uso de armas para tal. O desarmamento da sociedade deixaria o cidadão vulnerável em caso de situações de violência como roubos e assassinatos. Ora, se não é a arma que mata, não é a arma que protege ou garante a segurança. E isto, de fato, é evidente. Com efeito, a questão básica do armamento ou desarmamento não é a arma, mas o uso que se faz dela e as potencialidades que estão em jogo nas diversas situações possíveis. A arma é um instrumento, mas o instrumento pode ser bem ou mal usado. Evidentemente que o fato de um instrumento ser mal usado não é suficiente para proibir o seu uso. Se fosse este o caso, então o carro deveria ser proibido pelo fato de existirem maus motoristas. Por outro lado, se existem possíveis maus motoristas, é necessário que existam regras que estabeleçam restrições de forma a impedir maximamente que o automóvel seja usado indevidamente e seja instrumento de negligência e irresponsabilidade. Por isso, um cego e um bebe não podem ter carteira de motorista, por exemplo. Um raciocínio semelhante pode ser feito em relação ao porte de arma. Considerando o perigo de uma arma, é preciso criar regras para que situações de irresponsabilidade, negligência, imperícia e inadequações sejam maximamente impedidos. Segue-se dai que quanto maior a restrição menor a probabilidade de problemas. Quanto menor a restrição, maior a probabilidade de problemas. Quanto maior o número de pessoas que podem portar e usar armas, maior a probabilidade de problemas, maus usos e negligência. Tragédias como as que aconteceram em Goiânia, não aconteceriam em ambiente em que as pessoas não tivessem porte de arma. Além disso, não há nenhuma estatística que comprove que a segurança aumenta quando há mais famílias com porte de armas. Portanto, a recusa ou a aceitação de regras mais liberais em relação ao porte e uso de armas não está relacionado à arma em si, mas às potencialidades e contextos relativo ao uso e porte de arma. E, com efeito, a restrição do uso e, portanto, uma perspectiva não liberal em relação ao porte e uso de arma é mais prudente do que uma postura liberal.

  9. Avatar Pe, Carlos Ferreira da Silva disse:

    Vaca de Basã! Isso revela também a qualidade do eleitor goiano!

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