Deputado afirma que partido é importante para o projeto de reeleição do presidente da República

Delegado Waldir Soares | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

O deputado federal Delegado Waldir Soares (PSL) comentou o aceno do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), sobre um possível retorno à sigla comandada por Luciano Bivar. Segundo o parlamentar, atualmente existem duas discussões em curso.

A primeira refere-se ao retorno dos parlamentares que iriam para a Aliança Pelo Brasil e foram afastados do PSL. E outra, a respeito do retorno de Jair Bolsonaro ao partido. Ao Jornal Opção, o parlamentar frisou que a decisão não é individual e passa pela Executiva do partido, que irá analisar as “condições” apresentadas pelos bolsonaristas.

“O presidente Jair Bolsonaro e o Luciano Bivar vão se reunir nos próximos dias para discutir as condições para que essas situações aconteçam. Por enquanto, o que existe de concreto é o diálogo e a gente está aguardando as cenas dos próximos capítulos”, afirmou Waldir.

Mesmo com a saída do presidente nós crescemos 27% no país e 48% em Goiás

Para Waldir, ao sinalizar um possível retorno, Bolsonaro assume o erro de ter ofendido Luciano Bivar. Questionado sobre um possível mal-estar pessoal em relação ao retorno do presidente, o deputado diz que “na política não se pode levar tudo a ferro e fogo”.

“Bolsonaro disse na live que tem sete ou oito parlamentares dentro do PSL que ele não tem como se relacionar em razão de problemas pessoais. Mas, caso ele queira retornar, ele tem que tem quer relacionamento com os 53 parlamentares. Somos um grupo forte, mesmo com a saída do presidente nós crescemos 27% no país e 48% em Goiás”, defendeu Soares.

Ainda de acordo com o deputado, todos entendem o valor da presença do presidente da República na sigla, ainda mais após o crescimento de Bolsonaro nas pesquisas. “Somos um partido consolidado, com fundo partidário, tempo de TV e uma bancada de 53 deputados. O partido é importante para o projeto de reeleição dele”, disparou o deputado.

Por fim, Waldir lembrou que se um adversário de peso como Sergio Moro ingressasse no PSL seria um baque para o presidente. “Ele [Moro] ou outro candidato de centro e direita com potencial, pois teríamos o maior tempo de TV. Eu acho que o presidente vislumbra isso e, por isso, acena para o PSL”, encerrou.