Em entrevista concedida à rede italiana RAI, o enviado especial para assuntos globais no governo de Donald Trump, Paolo Zampolli, afirmou que as mulheres brasileiras são programadas para causar confusão. “As mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira”, disse.

A fala em questão foi direcionada a sua ex-esposa, a ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem viveu por quase 20 anos. Na sequência, o repórter questionou se essa seria uma “questão genética” das brasileiras “para extorquir” e o Zampolli respondeu que não, dizendo que elas seriam “programadas”.

Na sequência, o conselheiro de Donald Trump fez comentários de teor misógino ao ser questionado sobre uma amiga de sua ex-esposa. “Quem é a amiga dela?”, pergunta o jornalista. Na resposta, Paolo Zampolli cita uma mulher identificada apenas como “Lidia” e, em tom agressivo, passa a ofender brasileiras de forma generalizada.

As declarações continuam em tom exaltado, aparentemente enquanto ele acreditava não estar sendo gravado. Em meio às falas, Zampolli utiliza termos ofensivos e faz comentários depreciativos sobre a mulher mencionada, reforçando o caráter agressivo e desrespeitoso do discurso.

Até o momento, nem Paolo Zampolli e nem a Casa Branca se pronunciaram sobre as declarações do conselheiro de Trump.

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