Mudança de gestão do Hospital das Clínicas é motivo de protesto em Goiânia

Conselho Universitário se reúne na sexta-feira (21) para deliberar sobre assinatura de contrato com Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares

Divulgação

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Alegando perdas pedagógicas e de autonomia, o Sindicato dos Trabalhadores técnico-administrativos em Educação de Goiás (SINT-IFESgo) irá promover nesta quinta (20/11) e sexta-feira (21) mobilizações contra a assinatura de contrato entre a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), criada pelo governo federal para gerir hospitais universitários de todo o país.

O Conselho da UFG se reúne na sexta-feira para deliberar sobre o possível acordo. Caso sejam acertadas as relações contratuais entre as duas instituições, a gestão do Hospital das Clínicas (HC) passa a ser responsabilidade da EBSERH.

Em entrevista ao Jornal Opção Online, a coordenadora geral do SINT-IFESgo, Fátima dos Reis, afirmou que os pontos do acordo não estão claros, o que pode resultar em prejuízos sem precedentes à comunidade universitária. “Eles dimensionaram um total de 1.674 vagas para o hospital, sendo que temos hoje um quadro total de 2.159 vagas”, contou à reportagem.

Outra questão levantada por Fátima diz respeito à dívida de R$ 14 milhões do HC, a qual, segundo a dirigente, não ficará a cargo da EBSERH, caso o convênio com a universidade seja firmado. “Há uma série de problemas no contrato”, acrescenta.

Prejuízos na formação dos estudantes, no núcleo de pesquisa e nas condições de trabalho dos técnico-administrativos do hospital escola também estariam em jogo com a mudança de gestão, de acordo com Fátima. “A administração da empresa vai definir um perfil único do hospital. Não dá para você atuar em cima de um perfil”, explicou.

Como solução, a dirigente propõe que os problemas enfrentados pelo HC devem ser resolvidos com a contratação de funcionários via concurso público, além da ampliação de investimento do governo federal nos hospitais universitários de todo o país.

Mesmo com a reunião do Conselho Universitário prevista para a próxima sexta-feira, o sindicato espera que a instituição de ensino volte atrás e amplie o debate  sobre a assinatura de contrato com o corpo docente e discente da UFG.

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