MPF denuncia professor da UFG por assediar e estuprar aluna

Docente do curso de Medicina Veterinária usou condição de professor-orientador para cometer crimes

O Ministério Público Federal (MPF) na cidade de Rio Verde denunciou nesta semana por assédio sexual e estupro de vulnerável um professor do curso Medicina Veterinária da Universidade Federal em Goiás (UFG)/Regional Jataí.

Segundo a denúncia, o docente, fazendo uso de sua condição de professor-orientador, assediou sexualmente e estuprou uma estudante da qual era orientador.

Os assédios eram feitos por meio de abordagens presenciais e mensagens no aplicativo WhatsApp com o intuito de obter favorecimento sexual e ocorreram ao longo do ano passado, especialmente entre os meses de agosto e dezembro.

A consumação do estupro teria ocorrido na madrugada de 4 de dezembro de 2016, enquanto a aluna dormia, em um apartamento localizado em Goiânia, para onde alguns alunos foram após participação em congresso ocorrido na capital. Os fatos foram narrados, na época, à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, em Goiânia.

Em nota, o MPF afirmou que, durante as investigações, ficou constatado que o professor fez uso do cargo público para o cometimento dos crimes sexuais. O órgão ministerial pede, então, a condenação do docente pelos crimes de assédio sexual em continuidade delitiva (art. 216-A c/c art. 71) com o crime de estupro de vulnerável (art. 217-A, § 1º), todos do Código Penal.

Em nota encaminhada ao Jornal Opção, a UFG informou que a denúncia vem sendo apurada por processo administrativo e que o professor em questão já foi afastado de suas atividades. Confira abaixo a nota na íntegra:

A denúncia de estupro na Regional Jataí da Universidade Federal de Goiás (UFG) é apurada por um Processo Administrativo Disciplinar que se encontra em fase de coleta de depoimentos. O professor alvo da denúncia está afastado de suas atividades.

A UFG reitera que repudia qualquer forma de violência e tem tratado com prioridade as denúncias referentes a possíveis casos de assédio moral, sexual e outros tipos de violência ocorridos dentro da instituição.

Em maio deste ano o Conselho Universitário (Consuni) aprovou uma resolução que institui normas e procedimentos a serem adotados pela instituição em casos de assédio moral, sexual e qualquer forma de preconceito.

UFG

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