MP pede explicações para vereadora de Luziânia que disse que há “conluio” para derrubar prefeito

Em áudio, ela diz que houve combinação com Ministério Público para cassação de Cristóvão Tormin

Vereadora Luiza Diretora (DEM) | Foto: Reprodução

O promotor de Justiça Julimar Alexandro da Silva protocolou na Justiça um pedido de explicações para que a vereadora de Luziânia, Eliane Luzia Rezende de Freitas, conhecida como Luzia Diretora (DEM), esclareça informações que constam de um áudio no qual ela afirma suposta consulta ao Ministério Público para cassação do prefeito Cristóvão Tormin (PP).

No áudio, que circula entre redes de contato de WhatsApp na cidade, a vereadora diz que há um combinação com alguém não especificado do Ministério Público sobre uma suposta “combinação” para afastamento do prefeito.

“A procuradora hoje falou para nós (…) que o Ministério Público falou que tem que ser tudo muito bem pautado, bem pontuado que nós só temos 11. E que o viável seria arrumar alguém da Ordem dos Advogados do Brasil ou as meninas que são advogada das vítimas que ele assediou. Foi por isso que (…) solicitou em comum acordo conosco para dar entrada. Para não tornar ilegal nós 11 pedir (sic)”, diz.

O prefeito foi afastado pela Justiça após investigação supostos crimes de importunação sexual contra servidoras públicas municipais. Diante disso, houve pedido de impeachment de Cristóvão Tormin que tramita na Câmara.

Explicações

Conforme destaca o promotor, as afirmações contidas no áudio são graves, já que sugerem que o MP estaria aliado a adversários política de Tormin com o intuito único de vê-lo afastado da vida pública.

O promotor Julimar Alexandro pondera que, embora seu nome não tenha sido expressamente citado, , sua imagem pública está sendo “evidentemente contestada” em Luziânia.

“Exatamente por isso, para que não paire dúvida sobre sua retidão profissional ou sobre a verdadeira intenção da vereadora em proferir tais afirmações, ambíguas, mas caluniosas, é que se socorre do Poder Judiciário para que tudo seja devidamente esclarecido”, pontua.

Assim, ele solicita que seja questionado à vereadora se é de sua autoria o áudio e as afirmações relacionadas ao Ministério Público de Goiás em Luziânia e, em caso positivo, que esclareça a quem ela se refere.

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