Morte de macacos por febre amarela intensificam campanha de prevenção da doença

Secretaria de Saúde identificou quatro mortes de macacos em todo o Estado; em Goiânia também houve registro da morte de um homem pelo vírus, caso confirmado em julho

Doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a dengue, zika e chikungunya

Doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a dengue, Zika e Chikungunya

A presença de macacos doentes ou mortos pela febre amarela em determinada região é um dos principais sinais de que o vírus da doença circula ali. Assim como os humanos, os chamados Primatas não Humanos (PNH) são vítimas da doença e, por isso, seus óbitos são monitorados frequentemente.

Só no primeiro semestre de 2016, a diretoria de Vigilância em Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) realizou 19 exames de necropsias de PNH: onze de macacos encontrados na capital e oito de municípios do interior de Goiás. Quatro mortes pelo vírus da febre amarela foram confirmadas em todo o Estado, sendo uma em Goiânia.

Diante dos resultados positivos para febre amarela em macacos, a Prefeitura vem intensificando as campanhas preventivas, de bloqueio vetorial e de vacinação para a doença. Em julho de 2016, foi confirmado um caso de morte humana pela doença, o que aumentou ainda mais as estratégias de imunização dos goianienses.

“A morte de macacos é considerada um evento sentinela para monitoramento da febre amarela em uma região”, destacou a superintendente de Vigilância em Saúde da SMS, Flúvia Amorim. Os PNH não transmitem a doença diretamente para os seres humanos, porém são hospedeiros para o vírus que é transmitido por mosquitos.

“Ao se detectar a presença desses animais mortos é necessária uma investigação para identificar a doença, pois significa que há grande possibilidade de futura ocorrência em humanos”, pontuou a superintendente.

Ao identificar um macaco morto, a orientação da diretoria de Vigilância em Zoonoses da SMS é de que a população informe ao órgão o caso para que o cadáver seja capturado e encaminhado para realização de exames. O serviço é realizado gratuitamente, todos os dias da semana e em qualquer horário. Para isso, basta ligar nos telefones 3524-3131 (até às 17 horas) e no 3524-3130 (após as 17 horas, aos finais de semana e feriados).

Prevenção

A vacinação é a forma mais eficaz de proteção contra a febre amarela. A vacina garante proteção de até 98% em pessoas sem problemas de imunidade. Em 2016, mais de 67 mil pessoas já foram imunizadas na Capital. Destas, aproximadamente 22 mil somente no mês de agosto, período em que a estratégia de vacinação foi reforçada no município.

“As pessoas devem ficar atentas e atualizar o cartão vacinal. Apesar do aumento da cobertura, cerca de 235 mil pessoas em Goiânia ainda precisam se imunizar e é muito importante que a população não imunizada procure um dos postos”, reforçou Flúvia Amorim. O combate aos mosquitos Haemagogus e Aedes aegypti, que são transmissores da doença, também é uma forma de controle da doença.

O último caso de febre amarela silvestre no município havia sido registrado em 2007. Apesar da eliminação da forma urbana da doença no Brasil em 1942, é importante considerar o potencial risco de transmissão do vírus em áreas urbanas devido à presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zka vírus e Chikungunya. (Com informações da SMS)

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