A funcionária pública aposentada Júlia Salomão morreu, aos 74 anos, na quinta-feira, 18, em Goiânia. (Ela trabalhou, durante vários anos, com a ex-senadora Lúcia Vânia.) Era militante da luta pela superação contra o câncer de mama.

No dia 12, Júlia Salomão postou um vídeo no Facebook e no Instagram informando que iria se internar para fazer “uma grande cirurgia de pâncreas”. Pediu aos amigos “fé e alegria”.

O velório será realizado no sábado, 20, a partir das 8h, na Funerária Fama. O sepultamento será no Cemitério Santana, em Campinas, às 13h.

Frequentemente, Júlia Salomão, que teve câncer de mama, ligava para a redação do Jornal Opção para pedir divulgação das campanhas contra o câncer de mama.

Militante histórica do PSDB, Júlia Salomão era, acima de tudo, uma democrata.

Júlia Salomão tinha o hábito de ligar para os amigos para perguntar se estavam bem. Era solidária. Uma mulher de fibra, que nunca perdeu a doçura e a esperança, nem nos momentos mais difíceis.

Sobrevivente de Sobibor e Júlia Salomão

Há pouco tempo, diretores de cinema da Alemanha, com o apoio do jornalista Martin Kaul, estiveram em Goiânia em busca de informações sobre o judeu Stanislaw Szmajzner (Shlomo — 1927-1989), sobrevivente do campo de extermínio de Sobibor, na Polônia.

Júlia Salomão, que havia vivido no mesmo edifício do polonês, na capital goiana, se prontificou a ciceroneá-los pela cidade.

Concluído o documentário, de excelente qualidade, Júlia Salomão, assim como o Jornal Opção, foi citada nos agradecimentos.

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