Missões comerciais garantem crescimento e geração de empregos, diz governo

Promoção do relacionamento comercial atrai investimentos estrangeiros para o Estado, garante balança comercial positiva e abre mais 34 mil empregos

Governador lança pedra fundamental da Caracal, empresa de armamento que se instalou em Goiás | Foto: governo de Goiás

As missões comerciais realizadas pelo governador Marconi Perillo (PSDB) para promover o relacionamento do setor produtivo de Goiás no exterior vêm garantindo o crescimento econômico e a geração de empregos no Estado, diz o governo.

Dados das federações e associações empresariais e das Secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico (SED) e Gestão e Planejamento (Segplan) mostram que os investimentos estrangeiros confirmados no Estado ultrapassam os R$ 4 bilhões nos últimos 22 meses, com projeção de geração de 34 mil empregos diretos e indiretos longo dos próximos anos.

As missões comerciais realizadas pelo governo de Goiás são parte da política estadual de estímulo ao desenvolvimento econômico e acumulam resultados expressivos para o crescimento do Estado nas duas últimas décadas. Esses resultados são demonstrados pela evolução dos números do Produto Interno Bruto (PIB), da balança comercial, da geração de empregos e da expansão do total de países com os quais Goiás mantém fluxo de comércio.

Nesse período, o PIB cresceu dez vezes, de R$ 17,4 bilhões em 1998 para R$ 178 bilhões em 2016. A balança comercial, por sua vez, cresceu 2,3 vezes entre 2005 e 2015, de US$ 1,093 bilhão para US$ 2,515 bilhões. O número de países para os quais Goiás exporta seus produtos cresceu duas vezes e meia, de cerca de 50 em 1998 para 145 nações em 2015.

China, Holanda, Índia, Rússia, Coreia do Sul, Irã, Estados Unidos, Hong Kong, Vietnã e Itália são os principais destinos das mercadorias de Goiás, exatamente os países priorizados pelas principais missões comerciais empreendidas. O saldo da balança comercial é positivo para Goiás, com os valores exportados superando o total de importações, evidenciando a força da economia do Estado e o resultado do estímulo do Governo de Goiás à promoção do comércio exterior.

Entre os maiores investimentos estrangeiros anunciados para o Estado nos últimos meses estão Heineken, Caracal, Gerresheimer, Orico Gold, Anglo e Heinz, todos resultados das missões comerciais realizadas pelo Governo de Goiás. É o caso também de Hyundai, Suzuki e da ampliação da Mitsubishi.

 

Em 2015, no auge da crise, o comércio exterior garantiu que a balança comercial goiana fechasse o ano com o segundo maior saldo da década. As exportações somaram US$ 5,8 bilhões e as importações US$ 3,3 bilhões de dólares no ano passado. O saldo de 2,51 bilhões de dólares (diferença entre exportações e importações) só ficou atrás do de 2014, quando foram registrados 2,56 bilhões de dólares (variação de apenas 1,7% ou US$ 500 mil). Com isso, Goiás representou 12,7% do saldo nacional, de quase US$ 20 bilhões.

O resultado da balança comercial, informa o governo, é reflexo do avanço da economia goiana. Avaliação sobre o Estado divulgada no boletim regional do Banco Central indica que o Produto Interno Bruto (PIB) goiano cresceu, em média, 4,8% ao ano de 2005 a 2014, diante do aumento médio de 3,4% do nacional. O desempenho foi atribuído ao comércio, indústria de transformação (biocombustíveis, alimentos e vestuário) e setor de serviços (transporte e prestadoras de serviços a empresas).

Em 2015, a análise mostra que o PIB goiano cresceu 0,5% no período de 12 meses encerrado em junho, enquanto o País registrava retração de 1,2%. A participação goiana no PIB do Brasil também foi destacada pelo BC, passou de 2,5%, em 2004, para 2,8% em 2012 – último dado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre 2015 e 2004, o crescimento da produção industrial foi de 43,7% , enquanto que no País o aumento foi de 9,3%. A evolução foi sustentada em grande parte pela indústria alimentícia, principal alvo das missões comerciais. Outro destaque foi a participação da indústria química e farmacêutica que juntas representam mais de 8% no Valor da Transformação Industrial (VTI).

Outro segmento de destaque, como resultado das missões comerciais, são os investimentos em mineração, que anunciaram em abril deste ano investimento de R$ 2,3 bilhões em Goiás. O incremento da produção é resultado da demanda estrangeira, impulsionada pela divulgação do setor mineral de Goiás no exterior.

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