Ministro da Defesa assina nota em que celebra golpe de 64

Em documento publicado  titular da pasta relembra os eventos de 57 anos atrás e pontua que “devem ser compreendidos e celebrados os acontecimentos daquele 31 de março

Ministro da Defesa, Braga Netto | Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O general, Walter Souza Braga Netto que assumiu o cargo de ministro da Defesa assinou nesta quarta-feira, 31, um nota em que celebra o golpe militar no Brasil. Intitulada “Ordem do Dia Alusiva ao 31 de março de 1964”, o documento cita eventos ocorridos há 57 anos e afirma que é “parte da trajetória histórica do Brasil” e que “devem ser compreendidos e celebrados os acontecimentos daquele 31 de março”.

“O século XX foi marcado por dois grandes conflitos bélicos mundiais e pela expansão de ideologias totalitárias, com importantes repercussões em todos os países. Ao fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo, contando com a significativa participação do Brasil, havia derrotado o nazi-fascismo. O mapa geopolítico internacional foi reconfigurado e novos vetores de força disputavam espaço e influência”, diz trecho publicado.

A nota cita ainda parte da história que se refere a  Guerra Fria que segundo o texto envolveu a América Latina, trazendo ao Brasil “um cenário de inseguranças com grave instabilidade política, social e econômica. Havia ameaça real à paz e à democracia”.

Com isso, os brasileiros teriam percebido a emergência e se movimentaram nas ruas naquele período. “Com amplo apoio da imprensa, de lideranças políticas, das igrejas, do segmento empresarial, de diversos setores da sociedade organizada e das Forças Armadas, interrompendo a escalada conflitiva, resultando no chamado movimento de 31 de março de 1964”, pontua a nota.

Ainda de acordo com a nota assinada pelo titular, as Forças Armadas acabaram assumindo a responsabilidade de pacificar o País, “enfrentando os desgastes para reorganizá-lo e garantir as liberdades democráticas que hoje desfrutamos”.

A Lei da Anistia

A nota aponta que em 1979, a Lei da Anistia, aprovada pelo Congresso Nacional, consolidou um amplo “pacto de pacificação a partir das convergências próprias da democracia. Foi uma transição sólida, enriquecida com a maturidade do aprendizado coletivo. O País multiplicou suas capacidades e mudou de estatura”, diz.

“O cenário geopolítico atual apresenta novos desafios, como questões ambientais, ameaças cibernéticas, segurança alimentar e pandemias. As Forças Armadas estão presentes, na linha de frente, protegendo a população. A Marinha, o Exército e a Força Aérea acompanham as mudanças, conscientes de sua missão constitucional de defender a Pátria, garantir os Poderes constitucionais, e seguros de que a harmonia e o equilíbrio entre esses Poderes preservarão a paz e a estabilidade em nosso País”, conclui o texto assinado pelo general Braga Netto.

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