Caso alteração seja efetivada, esses medicamentos passam a ser subsidiados pelo projeto, que tem orçamento de R$ 2,5 bilhões para este ano

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O Ministério da Saúde discute a inclusão de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19 na tabela de produtos fornecidos gratuitamente ou com desconto de até 90% pelo Programa Farmácia Popular.

Conforme documentos acessados pelo Estadão, desde o início de julho a pasta estuda sobre a “viabilidade econômica” de distribuir sulfato de hidroxicloroquina 400 mg, ivermectina 6 mg e azitromicina 500 mg para contaminados pelo vírus, que já matou 120 mil pessoas no país.

Caso a alteração seja efetivada, esses medicamentos passam a ser subsidiados pelo programa, que tem orçamento de R$ 2,5 bilhões para este ano. Atualmente, são 20 fármacos gratuitos, como os de diabete e hipertensão, além de descontos aplicados a contraceptivos e fraldas geriátricas.

De acordo com a tabela de preços definida pelo governo federal, a caixa com dez comprimidos de sulfato de hidroxicloroquina 400 mg custa por volta de R$ 25, o medicamento é indicado para artrite reumatoide, lúpus e malária. Já dez comprimidos do antibiótico azitromicina 500 mg valem aproximadamente R$ 35. Enquanto caixas com dois comprimidos do vermífugo ivermectina 6 mg custam em torno R$ 15.