A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais confirmou a morte de um homem, de 46 anos, por hantavírus. Segundo a pasta, o óbito ocorreu em fevereiro, em Carmo do Paranaíba, e não tem relação com o surto no navio que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde.

Segundo a SES, o homem apresentou histórico de contato com os roedores silvestres em área de lavoura. A infecção foi confirmada pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). Além disso, a pasta afirma que “trata-se de um caso isolado, sem relação com outros registros da doença”.

A doença conta com sete casos confirmados neste ano no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde atualizados até o dia 27 de abril. Nenhum deles tem ligação com o genótipo Andes, que é a variante associada ao surto recente no cruzeiro.

No ano passado, 35 casos de hantavirose foram confirmados no Brasil e 15 mortes ocorreram em decorrência da doença.

O que é o hantavírus?

O hantavírus é transmitido principalmente por roedores silvestres infectados, que eliminam o vírus pela urina, saliva e fezes. A contaminação humana costuma acontecer pela inalação de partículas presentes no ar contaminado.

A doença pode provocar a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), considerada grave e potencialmente fatal. Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Febre
  • Fadiga
  • Dores musculares
  • Dor de cabeça
  • Tontura
  • Calafrios
  • Náuseas e dores abdominais

Nos casos mais severos, o paciente pode desenvolver insuficiência respiratória e complicações cardiovasculares.

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