Mesmo com pandemia, Goiás abriu cerca de 15 mil novos MEIs

Facilidade para abrir, baixo custo e benefícios em se tornar pessoa jurídica fomentaram crescimento de MEIs no Estado, de acordo com coordenadora estadual de Inovação e Tecnologia do Sebrae Goiás, Camila Moreira

CNPJ para MEI pode ser aberto em minutos no Portal do Empreendedor | Foto: Reprodução/Sebrae-SC

Segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Goiás obteve novos 14.722 registros no Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos do Simples Nacional pelo MEI (SIMEI), entre fevereiro e maio deste ano.


“Alcançar esse marco durante o isolamento social e a pandemia mostra que, mesmo em meio ao caos, os brasileiros ainda estão investindo em seus sonhos e procurando formas de continuar trabalhando”, afirmou a coordenadora estadual de Inovação e Tecnologia do Sebrae Goiás, Camila Moreira.

“O grande atrativo são os benefícios adquiridos ao tornar uma pessoa jurídica para alavancar os negócios, e muita gente deve estar percebendo o quão vantajoso é se tornar MEI no momento atual.”

As vantagens, de acordo com a analista, vão desde melhores linhas de crédito, melhor negociação com fornecedor, mais possibilidades de pagamento para os clientes e emissão de nota fiscal até previdenciárias, como INSS, aposentadoria e licença maternidade.


Abrir um MEI é muito fácil, além dos baixos custos tributários. Um cadastro de pessoa jurídica no MEI pode ser aberto em minutos por meio do Portal do Empreendedor e os custos, dependendo da atividade, varia mensalmente entre R$53,25 e R$58,20.

Dentre as empresas que mais fecharam durante a pandemia em todo Brasil, 99,8% são MEIs, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para Camila, a abertura de tantos novos MEIs não significa maior confiança na economia, mas ajuda a economia goiana a sofrer um impacto menos agressivo diante de tantos fechamentos.

Seguimentos que mais crescem

Levantamento disponível no Portal do Empreendedor informa que o maior volume de microempreendedores individuais formalizados estão no setor de Comércio Varejista de Acessórios, Serviços e Cabeleireiro e Barbearia, Serviços de Obras e Alvenaria, Serviços de Demonstração de Produtos em Pontos de Venda, Serviços de Alimentação, Comércio Varejista de Alimentos, dentre outros.

“Levando em conta que cada MEI pode ter até um empregado com remuneração de um salário mínimo ou base da categoria, em Goiás tem potencialmente 353.899 empregos a gerar”, informou Camila.

Locais de atuação

Também dados do Sebrae informam que, dentre os MEIs goianos, 47,17% atuam em estabelecimentos fixos; 10,38% em locais fixos, fora da loja; 22,62% são postos móveis ou ambulantes; 1,02% por meio de máquinas automáticas; 11,34 atuam pela internet; 2,44% pelos Correios; 5,03% por televendas.

Em Goiânia, 38,40% possuem estabelecimentos fixos; 11,47% trabalham em locais fixos, mas fora da loja; 21,91% são postos móveis ou ambulantes; 1,23% por meio de máquinas automáticas; 16,59% pela internet; 3,56% pelos Correios; 6,83% por televendas.

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