Marconi: “A produção de Goiás vem sendo decisiva no combate à fome no mundo”

Governador diz que produção goiana é suficiente para alimentar uma população de 6,7 milhões de habitantes, 14 vezes a população goiana

Marconi em palestra na sede do Fundecp | Foto: Eduardo Ferreira

Marconi em palestra na sede do Fundecp | Foto: Eduardo Ferreira

“A produção de Goiás vem sendo decisiva no combate à fome do mundo”, avaliou o governador Marconi Perillo (PSDB), na manhã desta quarta-feira (30/11), em evento realizado pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). Em palestra realizada na sede do Fundepc, em Goiânia, Marconi frisou a produtores e representantes do setor que o protagonismo mundial do Estado nesta área continuará, no que depender das políticas de incentivos e estímulos promovidas em seus governos.

Ele lembrou que Goiás responde hoje por 10% da produção nacional, com um total de 23,5 milhões de toneladas de alimentos para uma população de 6,7 milhões de habitantes, ou seja: o equivalente a 3.507 Kg por habitante/ano. “Isto é suficiente para alimentar 14 vezes a população goiana, ou 94 milhões de pessoas durante um ano inteiro. É comida para alimentar uma França e meia, ou duas Espanhas, ou meio Brasil, durante um ano todo”, disse.

Nos últimos 20 anos, ressaltou o governador, o total das exportações agrícolas brasileiras superou 1 trilhão de dólares e Goiás contribuiu em media com 90 bilhões de dólares, quase 10% do total. “É dessa forma que estamos contribuindo para a redução da fome no mundo e no Brasil. E vamos continuar fazendo isso. É nosso compromisso”, afirmou.

Marconi destacou que o crescimento da produção goiana também contribuiu para reduzir o preço dos alimentos. “Em 40 anos, houve uma redução de 43% do custo da cesta básica, o que contribui efetivamente para o controle da inflação, permitindo à população de baixa renda acessar uma alimentação diversificada e de qualidade. O avanço da produção goiana garantiu melhoras também em indicadores econômicos”, defendeu.

Segundo o governador, a produção agropecuária representa, nos tempos de crise, esperança e otimismo. Ele avaliou que os resultados oferecem uma perspectiva mais clara e segura para o futuro.

Qualidade de vida

O governador lembrou que a evolução do setor produtivo de alimentos representa um salto qualitativo em todos os âmbitos da vida dos cidadãos. Segundo ele, é também um estímulo direto para a diversificação da indústria, para o aquecimento do mercado interno e externo, para a melhoria da qualidade de vida com o aumento dos empregos e da diversidade à mesa.

“É por isso que o governo de Goiás fez sua parte, por meio de políticas públicas de apoio à produção goiana, seja em ações de fomento, seja com a redução do ICMS para a produção agropecuária, além de políticas de incentivos fiscais e tributários como o Produzir”, afirmou.

Marconi destacou que o governo empreende dezenas de missões comerciais, com a finalidade de prospectar novas oportunidades e proporcionar um forte intercâmbio comercial, científico e tecnológico para uma economia goiana hoje diversificada e com forte ênfase na ampliação dos mercados de exportação dos produtos do agronegócio.

Como resultado das missões nacionais e internacionais, afirmou o governador, hoje Goiás exporta seus produtos para mais de 160 países. Em 1998, exportava apenas para 50. A balança comercial do Estado cresceu mais de 2.000%. De 1999 a 2016, o aumento do PIB foi em 10 vezes, e as exportações em 25 vezes. “Mesmo diante de um quadro de profunda crise, nossa economia tem tido um desempenho acima da média nacional. E o agronegócio tem tido um papel fundamental nestes resultados”.

21 anos sem aftosa

Ainda no evento, o governador comemorou a marca de 21 anos sem febre aftosa em Goiás. “Há 16 anos conquistamos o Certificado de Reconhecimento Internacional de Zona Livre de Aftosa com vacinação, logo no início do meu primeiro governo. E estamos mantendo isso todos esses anos. Mérito de todos os agentes desta importante cadeia produtiva, em especial, ao trabalho admirável dos pecuaristas goianos e dos profissionais da Defesa Agropecuária que atuam no Estado”, disse.

Também foi celebrado o Certificado de Zona Livre de Peste Suína Clássica, conquistado neste ano. “Os bons resultados do agronegócio se conectam ao salto qualitativo das tecnologias, que se conecta ao estímulo à Educação, Saúde e Segurança, que transforma a arte e a cultura e que, por fim, se conectam ao orgulho de pertencer a esse Estado e a esse País.  Só com essa visão universal da gestão é que podemos realmente entender e projetar um futuro amplo para todos”.

O presidente da Agrodefesa, Arthur Toledo, disse que resultados satisfatórios obtidos nas últimas duas décadas de campanha “são avanços espetaculares, que vêm desde a erradicação da febre aftosa ao reconhecimento internacional de área livre com vacina para Goiás”, observou ele. O presidente falou ainda que as ações sanitárias da Agrodefesa viabilizou a abertura de novos mercados.

O evento também foi marcado pelo anúncio de um novo museu em Goiânia: o Museu Nacional da Alimentação. “Nessa semana me reuni com diretores e idealizadores do Museu do Amanhã, construído no Rio de Janeiro, e vamos ter aqui, em Goiânia, um Museu da Alimentação. Fiquei impressionado com a criatividade deles”, revelou.

Marconi disse que o museu será instalado na Praça Cívica, em Goiânia. “O museu será instalado em um dos prédios da praça, onde pretendemos criar um Complexo Cultural em breve. Espero que possamos concluir tudo ainda no meu mandato”, afirmou. (Com informações do Gabinete de Imprensa do Governador de Goiás)

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