Marconi e presidente do Paraguai defendem aprofundamento de parceria comercial

Presidente da Fieg, Pedro Alves disse que a atuação de governador de Goiás em prol da aproximação comercial tem sido estratégica para o crescimento do Estado

Marconi, presidente do Paraguai e Pedro Alves, da Fieg | Foto: Mantovani Fernandes

O presidente do Paraguai, Horacio Cartes, e o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), defenderam nesta quarta-feira (20/12), na Conferência Internacional Bilateral realizada em Goiânia o estreitamento das relações comerciais entre o país sul-americano e o Estado brasileiro. Marconi disse que, estabelecidos os parâmetros, de lado a lado, para a ampliação do comércio, ambas as partes ganharão economicamente, tanto na produção quanto na relação com os trabalhadores.

Cartes, por sua vez, disse que Goiás, sob o comando de Marconi, lidera os Estados em crescimento no país, apesar da crise econômica nacional, que a retomada do desenvolvimento sustentado verificada neste ano no Brasil vai impulsionar o comércio entre Goiás e Paraguai nos próximos anos. “”Ambos os lados só têm a ganhar com esta parceria entre Goiás e Paraguai, com importações e exportações de parte a parte”, disse Marconi, em entrevista, ao final da conferência, realizada, na Casa da Indústria, sede da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg).

O presidente da Fieg, Pedro Alves, disse que a atuação de Marconi em prol da aproximação comercial tem sido estratégica para o crescimento da pauta exportadora de Goiás para o Paraguai. “Com o respaldo do governador Marconi Perillo, a economia, especialmente a indústria de Goiás, se expande e se diversifica”, disse Pedro Alves, na Conferência, promovida pela federação em parceria com o governo estadual.

A missão oficial do presidente do Paraguai a Goiás é fruto da Missão Comercial do Estado ao Cone Sul comandada por Marconi em setembro deste ano. No encerramento da missão, o governador se reuniu com o presidente paraguaio tratar da ampliação da integração econômica entre o país sul-americano e o Brasil Central.
Na oportunidade, Marconi apresentou as potencialidades e oportunidades de negócios em Goiás e no Brasil Central e deu início às tratativas para a visita oficial que ocorreu hoje.

No encontro de setembro, em Assunção, Marconi e Cartes falaram sobre as perspectivas de crescimento das economias da América do Sul, o Mercosul, obras e parcerias para aumentar a integração do Brasil com o Cone Sul e a geração de empregos – desafio comum de toda a região.

“A geração de empregos foi o principal tema da nossa reunião. O presidente falou muito sobre a sua preocupação com o emprego e o fazer gerar mais oportunidades para os nossos cidadãos”, disse em Assunção. No encontro, o governador também relatou ao presidente os investimentos que o Governo de Goiás vem fazendo para melhorar a infraestrutura econômica do Estado, com destaque para a construção e duplicação de rodovias.

“O agronegócio e a agroindústria de Goiás estão entre os mais modernos do País e estamos preparando ainda mais o Estado para a produção e a industrialização”, afirmou. Na visita que fez ao Paraguai, Marconi concedeu entrevista coletiva à imprensa local. Um dos temas tratados foi a importância estratégica dos estados que integram o Consórcio Brasil Central.

Na conversa com os jornalistas, Marconi ressaltou que a região é responsável pela metade da produção de alimentos do Brasil e que as safras recordes e a verticalização da produção vêm garantindo o saldo positivo da balança comercial do país.

Ao apresentar as potencialidades do Paraguai, o ministro da Indústria e Comércio do país sul-americano, Gustavo Leite, ressaltou a interação com o fórum empresarial goiano: “Em três meses nos encontramos quatro vezes”, disse. O ministro elogiou o foco e a liderança dos investidores goianos. Enfatizou que quando o presidente Horacio Cartes assumiu o governo, o Paraguai era um “diamante bruto, que não tinha relação com o mundo”.

O ministro destacou ainda a posição geográfica privilegiada do Paraguai, que é o “coração da América Latina”. Gustavo Leite lembrou que, historicamente, o Paraguai sempre se isolou, mas hoje há uma nova realidade do país, marcada pela segurança jurídica, um país onde se cumpre a lei. Sobre a busca de novos mercados e o fato de que o Paraguai, a exemplo de Goiás, não tem litoral, mas está construindo novas rotas. “Vamos colocar Goiás na luta do Paraguai e o Paraguai na luta de Goiás”, disse.

Por fim, enfatizou que a ideia é ter com Goiás uma relação tão forte quanto o país tem com São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O grande diferencial da economia paraguaia, percebido na visita por Marconi, é a baixo custo carga tributária, mão-de-obra barata e superoferta de energia.

No Paraguai, os empresários contam com os fatores de produção amplamente vantajosos, como imposto único apenas na saída do bem exportado, custo de energia 70% menor, tributação no salário 65% menor e ausência de tributação sobre a renda da indústria. Com um ambiente político estável, o país apresenta crescimento de 3,5% ao ano, segundo dados do Banco Central do Paraguai.

A balança comercial goiana, nos últimos dozes meses, registra 24,7 milhões dólares de exportações para o Paraguai e 5,1 bilhões de dólares de importações. Em relação ao conjunto de exportações nacionais, o Brasil exportou, em 2017, US$ 2,4 bilhões para o Paraguai e importou US$ 1 bilhão.

Com uma população de 6,9 milhões de habitantes, o Paraguai, tem renda per capita de 9.400 dólares. A agricultura representa 17,1% do PIB nacional, a indústria 27,3% e o setor de serviços 55,6%.

Integraram a comitiva presidencial os ministros de Indústria e Comércio Gustavo Leite, o secretário geral e chefe do Gabinete Civil da presidência da república paraguaia, Juan Carlos López Moreira, o secretário privado, Arnaldo Franco e o assessor político Dario Filártiga.

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