Marconi diz que ação da polícia contra blogs e sites é “censura” e cita Goebbels

Contratações dos espaços publicitários nesses veículos foram realizadas absolutamente de acordo com a legislação, respaldadas em licitação”, afirma ex-governador

Marconi Perillo | Foto: Agência Brasil

O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) respondeu, através de nota, os desdobramentos da Operação Sofisma, deflagrada na manhã desta quinta-feira, 23. “Causa profunda estranheza o fato de a operação policial em questão se restringir unicamente a três veículos de comunicação”, diz a nota.

Marconi afirma que os blogs e sites que foram alvos da operação somam mais quatro milhões de acessos mensais e possuem em comum a “linha editoral independente e combativa, que aponta os erros do atual governo”.

“Por que não investigam todos os outros órgãos de imprensa que também receberam mídias do governo anterior?”, indaga. As contratações dos espaços publicitários nesses veículos foram realizadas absolutamente de acordo com a legislação, respaldadas em licitação”, aponta Marconi.

O ex-governador ainda diz que a ação policial de hoje tem nome o nome de Operação Censura. Ele diz que se trata da verdadeira face de um governo “ineficiente e inoperante”, que não aceita conviver com os princípios democráticos da crítica e do contraditório e “que se mostra cada dia mais próximo da política adotada por Joseph Goebbels, o mentor da comunicação do governo de Adolf Hitler”.

A Operação

A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta quinta-feira, 23, 17 mandados de busca e apreensão realizados em desfavor de jornalistas e empresas de publicidades que mantinham contrato com a antiga Agecom e o Detran, celebrados a partir de 2014. Os contratos, segundo as investigações, eram superfaturados.

Confira a nota completa do ex-governador Marconi Perillo:

Causa profunda estranheza o fato de a operação policial em questão se restringir unicamente a três veículos de comunicação, que juntos somam mais de 4 milhões de acessos mensais em seus sites e têm em comum linha editoral independente e combativa, que aponta os erros do atual governo.

A pergunta que fica é: Por que não investigam todos os outros órgãos de imprensa que também receberam mídias do governo anterior? As contratações dos espaços publicitários nesses veículos foram realizadas abosulamente de acordo com a legislação, respaldadas em licitação. As agências tinham autonomia para, com base em audiência e público, definir a veiculação das campanhas de prestação de contas do governo.

Essa ação policial de hoje tem nome: Operação Censura. É a verdadeira face de um governo ineficiente e inoperante, que não aceita lidar e conviver com os princípios democráticos da crítica e do contraditório, e que se mostra cada dia mais próximo da política adotada por Joseph Goebbels, o mentor da comunicação do governo de Adolf Hitler: perseguir a imprensa livre e repetir mentiras, infinitas vezes, para tentar transformá-las em verdades.

 

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