Manifestantes dizem que só sairão quando um general do Exército for à Câmara negociar

Grupo de cerca de 50 pessoas pede intervenção militar e diz que país vive “ditadura comunista”

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Manifestantes durante a invasão | Foto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados

Os cerca de 50 manifestantes que invadiram o plenário da Câmara dos Deputados avisaram que só sairão do local com a presença de um general do Exército para negociação. Segundo parlamentares que ali estão, eles pedem a intervenção militar e dizem que o Brasil vive uma “ditadura comunista”.

O paranaense Aliel Machado (Rede) usou o Facebook para denunciar agressão de servidores da Câmara e até de deputados. Já o paraense Edmilson Rodrigues (PSOL) lamentou a invasão e afirmou que há a informação de manifestantes armados.

No começo da tarde desta quarta-feira (16/10), o plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, foi invadido por manifestantes anti-PT. O deputado Capitão Augusto, do PR, fazia pronunciamento quando foi surpreendido pelos invasores.

Em entrevista ao Jornal Opção, o deputado Fábio Sousa (PSDB) informou que os manifestantes são de extrema direita e defendem a intervenção militar. “Nós deputados estamos boquiabertos. Ninguém sabia o que era”, informou o parlamentar goiano.

O 1º vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), suspendeu os trabalhos e pediu à polícia legislativa que ajude na remoção dos manifestantes.

São cerca de 50 a 60 pessoas que tomaram o entorno da mesa de onde os membros da mesa diretora comandam os trabalhos. Eles não portam faixas ou qualquer forma que possa indicar com precisão se há vinculação com algum grupo organizado.

 

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