Mané de Oliveira critica posse de Sampaio e avisa: “Tenho a tribuna na mão”

Deputado estadual eleito, jornalista reitera que vai continuar lutando contra a impunidade e, na Assembleia, ajudará outros injustiçados

Procurador Fernando Iunes e deputado Mané de Oliveira na Apeg | Foto: Leoiran

Procurador Fernando Iunes e deputado Mané de Oliveira na Apeg | Foto: Leoiran

O deputado estadual eleito Mané de Oliveira (PSDB) expressou, novamente, sua indignação com a aclamação do ex-cartorário Maurício Sampaio à presidência do Atlético Clube Goianiense, durante evento realizado na última quarta-feira (14/1), na Associação dos Procuradores do Estado de Goiás (Apeg), em comemoração dos 40 anos da entidade.

Pai do cronista esportivo Valério Luiz de Oliveira, assassinado em julho de 2012, o tucano afirmou ao Jornal Opção Online que a posse de Sampaio é uma afronta à imprensa goiana e à sociedade. O novo presidente é acusado de ser o mandante do crime.

“Como algum acusado de assassinato toma posse em um cargo desse?”, questionou. O deputado reiterou algo que prometeu durante o período da campanha eleitoral: “Na Assembleia Legislativa, vou lutar contra a impunidade lembrando do Valério. Vou ajudar outras pessoas que são injustiçadas”.

Sustentando que não pode fazer nada para dar celeridade ao processo do assassinato de seu filho na Justiça como parlamentar, Mané se contenta: “Antes, eu não era ninguém. Agora, se precisar falar com algum político, um ministro, eu sou o deputado estadual Mané de Oliveira”.

Além disso, ele lembra da importância da visibilidade do cargo: “Eu tenho a tribuna na mão, algo que eu não tinha antes; e a tribuna da Assembleia pesa”.

No mesmo evento também esteve presente o filho do cronista assassinado, Valério Luiz Filho. À reportagem, o jovem relatou que a família tem esperança que o processo judicial seja alterado, independente do posto que Sampaio ocupe.

Conforme o neto de Mané, o time goianiense ficará com a imagem negativa com o ex-cartorário em evidência. “Isso vai prejudicá-lo, pois terá maior visibilidade agora”, e completou: “A revolta que temos se refere a essas pessoas que têm a ousadia de achar que podem voltar a ocupar cargos de destaque, mesmo tendo feito o que fez”.

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