Malária: confirmado 6º caso em frequentador do Parque Flamboyant

Estado de saúde do rapaz é regular. Estado e município fazem força-tarefa para identificar novos infectados e possíveis focos do mosquito transmissor

Um jovem de 17 anos, frequentador assíduo do Parque Flamboyant, no Jardim Goiás, Região Sul de Goiânia, foi a sexta pessoa diagnosticada com malária na capital. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o estado de saúde dele é regular. O rapaz não foi internado e recebe medicações em casa.

O vírus transmitido pelo mosquito-prego — nome popular do Anopheles — já infectou um jovem de 15 anos. A suspeita é a de que ele teria contraído a doença em viagem para Rondônia.

Todos os outros casos são autóctones, ou seja, contraídos em Goiânia. Entre eles o de um homem de 24 anos, e uma mulher, de 54. Antes, uma jovem de 22 anos chegou a ficar internada em um hospital particular no Setor Bueno. Outra, uma universitária de Arquitetura e Urbanismo, moradora do Setor Crimeia Oeste, foi picada e também frequentava o parque.

O rapaz de 24 anos e a estudante apresentaram problemas respiratórios, mas com quadros de evolução respiratória positiva.

Com o foco da doença possivelmente no local, uma força-tarefa foi criada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) em parceria com a Prefeitura de Goiânia para combater o agente transmissor. Entre as ações está a pulverização no Parque Flamboyant e outros parques da capital, além de chácaras. O objetivo é verificar se há possíveis focos do mosquito, ou outras pessoas que apresentem sintomas da doença.

Áreas de risco

Ao Jornal Opção Online, o médico infectologista Boaventura Braz, do Hospital de Doenças Tropicais (HDT), disse na última quinta-feira (23/10) que a população deve permanecer calma, e não tomar medidas que possam prejudicar a saúde, como tomar medicamentos preventivos. “Pessoas que viajam para áreas de riscos devem se cuidar assim, mas quem mora aqui não deve ficar utilizando remédio permanentemente”, disse.

De acordo com ele, não é possível saber exatamente como a malária chegou a Goiânia, já que a maior parte dos casos ocorre no Amazonas. “Provavelmente, algum transportador da doença veio para cá. Como o Anopheles já está aqui, o ciclo se fechou rapidamente”, explicou.

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