*Em colaboração Raunner Vinícius

O deputado estadual Major Araújo (PL) voltou a subir o tom contra o também deputado Amauri Ribeiro (PL) após a confusão na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Em entrevista ao Jornal Opção, Major afirmou que não existe possibilidade de pacificação entre os dois parlamentares e defendeu que Amauri deixe o PL.

“Não tem nada de pacificar. Eu nem conheço esse cara, não quero nem ver ele na minha frente”, afirmou. Segundo Major Araújo, a crise entre os dois ultrapassou o campo político após ameaças trocadas no plenário. “Ele ameaçou me bater e eu falei que, se ele bater, leva um tiro. Isso é legítima defesa”, declarou.

O parlamentar afirmou que se sente desconfortável com a permanência de Amauri Ribeiro no partido e acusou o colega de atuar alinhado à base do governador Ronaldo Caiado, apesar de integrar a oposição no PL. “O PL tinha que separar o joio do trigo. Tem muito infiltrado no partido. Ele dobra com a base inteira por dinheiro”, disse.

Major Araújo também afirmou que Amauri Ribeiro atua politicamente em municípios ao lado de candidatos de outros partidos e acusou o deputado de fazer articulações fora dos interesses do PL. “Você passa nos municípios e ele está dobrando com federal de outro partido, menos com federal do PL”, afirmou.

Segundo Major Araújo, a tensão aumentou após críticas feitas por ele à atuação de Amauri Ribeiro. O parlamentar afirmou que Amauri teria acusado o senador Wilder Morais e aliados de negociações políticas envolvendo ausência em votação. “Ele faltou com a verdade e usou de má-fé. Quando foi confrontado, resolveu partir para agressão”, afirmou.

O deputado disse ainda que o presidente estadual do PL pediu calma após o episódio, mas afirmou que continuará respondendo aos ataques. “Eu gosto de debate. Agora, se chamar para briga, eu vou responder”, declarou.

Durante a entrevista, o deputado também questionou a entrada de Amauri Ribeiro no PL e disse ter alertado dirigentes do partido sobre possíveis conflitos internos. “Eu falei que ele vinha para cá sem trazer apoio político real ao partido. Os prefeitos que apoiam ele continuam sendo caiadistas”, afirmou.

“Tenho compromisso com o PL e com a direita. Eu conheço quem é quem aqui dentro e vou falar”, completou.

Amauri rebate críticas e diz que Major busca “espaço na mídia”

Amauri Ribeiro (PL) negou que exista conflito com Wilder Morais (PL) e afirmou que o senador não se sentiu ofendido pelas declarações feitas anteriormente. Segundo ele, o episódio foi encerrado ainda na semana em que ocorreu. “O próprio senador não achou ruim, não se sentiu incomodado. Tanto que eu tinha convite dele para estar na Tecnoleite”, afirmou.

O deputado também criticou Major Araújo (PL) e disse que o colega estaria utilizando a confusão para ganhar visibilidade política. “É um deputado que não tem palanque, quer me usar como escada porque não tem projeto e nem trabalho prestado no estado”, afirmou.

Segundo o deputado Amauri, o episódio foi encerrado ainda na semana em que ocorreu | Foto: Divulgação

Amauri afirmou ainda que as ameaças feitas pelo colega serão levadas à Comissão de Ética, à Polícia Civil e à Corregedoria da Polícia Militar. “O que ele fez aqui foi ameaça de morte”, disse.

O parlamentar também rejeitou as acusações de que teria deixado de ser alinhado à direita após entrar no PL. “Eu nunca precisei estar no PL para ser de direita. Agora, a partir do momento que eu entro no partido, dizem que virei de esquerda”, afirmou.

Amauri Ribeiro ainda disse acreditar que o incômodo de parte dos integrantes do partido seria motivado pelo temor de perda de espaço eleitoral em 2026. “O que a gente está sentindo é o medo de algumas pessoas, inclusive do deputado que está me atacando aqui, porque eu posso tirá-lo da reeleição”, completou.

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