Maia atribui adiamento de votação da ajuda aos estados a Bolsonaro

Texto, que cria o plano emergencial de socorro financeiro aos estados para reduzir déficit devido à crise causada pela pandemia do coronavírus, seria votado nesta quinta

Rodrigo Maia e Bolsonaro | Foto: Reprodução

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), disse, nesta quinta-feira, 9, que o adiamento da votação do novo projeto de ajuda fiscal aos estados à disputa política do presidente Jair Bolsonaro com governadores do Sudeste e Sul.

O texto, que cria o plano emergencial de socorro financeiro aos estados para reduzir déficit devido à crise causada pela pandemia do coronavírus, seria votado nesta quinta. No entanto, foi adiado para a semana que vem.

A equipe econômica do governo se opõe ao projeto sob o argumento de que seria uma “pauta-bomba”, já custaria R$ 180 bilhões aos cofres públicos.

Maia rebateu e disse que esse valor está inflacionado e que, na verdade, o impacto seria em torno de R$ 100 bilhões.

Segundo Maia, o governo federal adotou esse discurso como pretexto para inviabilizar a votação do projeto, que irá beneficiar principalmente estados do Sudeste, como São Paulo e Rio de Janeiro, governados, respectivamente, por João Doria (PSDB) e Wilson Witzel (PSC), adversários de Bolsonaro.

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