Mãe e filho são condenados a 32 anos de prisão por morte de cozinheira em Goiânia

Caso ocorreu em 2015 e chamou atenção à época pela crueldade e também pelas motivações do crime

Foi realizado nesta quarta-feira (22/3) o julgamento de Sueide Gonçalves da Silva, e seu filho, Willian Divino da Silva Moraes, pelo crime de homicídio triplamente qualificado contra a cozinheira Marizete de Fátima Machado, ocorrido em março de 2015. Na sessão, o 2º Tribunal do Júri de Goiânia condenou os réus a 17 e 15 anos de prisão, respectivamente. O julgamento foi presidido pelo juiz Antônio Fernandes de Oliveira.

O caso ocorreu em 2015 e chamou atenção à época pela crueldade e também pelas motivações. A dupla teria tirado a vida da cozinheira porque a pamonha feita por ela era mais vendida que a deles, em um estabelecimento vizinho ao de Marizete.

Segundo a denúncia, os réus capturaram a vítima e a levaram para um lugar ermo, próximo à Vila Nossa Senhora Perpétuo Socorro, em Abadia de Goiás, onde, após atirarem várias vezes, colocaram fogo no corpo de Marizete, que chegou a ser socorrida, mas morreu dois dias depois, em consequência das lesões.

Conforme laudo cadavérico, Marizete morreu em virtude de descompensação metabólica pelas queimaduras de 2° e 3° graus em cerca de 50% da superfície corporal e lesões provocadas pelos tiros.

Sueide e Willian foram denunciados por homicídio triplamente qualificado, por ter sido praticado por motivo fútil, por submeterem a vítima a intenso sofrimento físico e psicológico, dificultando a sua defesa.

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