Lula fala em “união” ao selar indicação de Alckmin como vice

Oficialização da chapa de pré-candidatura petista está programada para ocorrer em 1º de maio, Dia do Trabalhador

Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Socialista Brasileiro (PSB) selaram nessa sexta-feira, 8, a indicação do nome do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como vice-presidente na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto. O petista utilizou a palavra do momento, ‘união’, para descrever a composição.

O evento ocorreu em um hotel na capital paulista e reuniu lideranças dos dois partidos. Dentre os quais, os presidentes do PSB, Carlos Siqueira, e do PT, Gleisi Hoffmann. O ex-presidente disse ter certeza de que o nome do ex-governador será aprovado pelo partido e que a união entre eles é uma demonstração de que é plenamente possível duas forças com projetos diferentes, todavia com princípios iguais se unirem num momento que é de interesse do Brasil.

“O selamento desse acordo, dessa proposta, é uma demonstração do esforço na perspectiva de construir o melhor da política brasileira para que a gente possa ganhar essas eleições de 2022. Eu queria estabelecer um critério de relação com Alckmin. Daqui para frente você não me trata como ex-presidente e eu não te trato como ex-governador. Você me chama de companheiro Lula e eu chamo você de companheiro Alckmin”, discursou Lula.

Alckmin se filiou recentemente ao PSB, mas o movimento de aproximação com Lula aconteceu muito antes. Agora, a chapa petista precisa ser formalizada, a data programa para isso é 1º de maio, Dia do Trabalhador.

Lula emendou que: “Nós vamos conversar com toda a sociedade brasileira, com grandes empresários, com médios, pequenos e microempresários e com o povo trabalhador. Vamos tratar com o mesmo respeito o catador de papel que está na rua e o maior empresário desse país, o trabalhador Sem Terra e os grandes fazendeiros. Nós queremos governar para todos, mas o nosso coração estará voltado para os que mais necessitam”.

Já Alckmin agradeceu a confiança do PSB, reforçou que o momento não é de egoísmo e que pretende somar esforços pelo bem do país. “Eu que entrei na vida pública, presidente Lula, como o senhor, para redemocratizar o Brasil, vemos hoje um governo que atenta contra a democracia e atenta contra as instituições”, salientou.

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