Lúcio Flávio: “Fizemos mais pela advocacia em 11 meses do que eles em 20 anos”

Presidente da OAB-GO elenca conquistas de sua gestão e diz que Conselho Federal já recorreu de decisão que determina novas eleições

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), Lúcio Flávio de Paiva, comentou, nesta segunda-feira (28/11), a decisão que impugnou sua chapa e determinou novas eleições na seccional. “Fizemos mais pela advocacia goiana em 11 meses do que eles em 20 anos”, afirmou em crítica direta à OAB Forte, grupo que comandou a Ordem nas últimas décadas e autor do pedido de anulação do pleito.

“Fizemos uma auditoria inédita, sempre convenientemente negligenciada pelos nossos antecessores, que revelou um passivo de R$ 23 milhões. Reduzimos a folha de pagamento, a maior do sistema OAB, em 30%. Renegociamos todos os contratos, pagamos milhões em dívidas protestadas de muitos anos; instituímos seleções publicas para contratações de pessoal, obras e serviços e hoje não tem mais indicação de apadrinhado na OAB Goiás”, listou.

E seguiu: “Colocamos para funcionar um portal da transparência de verdade, idêntico ao do Senado, o melhor do País. Criamos novas salas do Advogado no Fórum Cível, na Vara do Trabalho de Inhumas, na Central de Flagrantes; colocamos geradores de energia na sede, inauguramos as sedes das subseções de Anápolis e Iporá; instituímos uma nova plataforma digital que tornou o atendimento integrado muito mais ágil e moderno; reformamos o site, estático há 10 anos; mudamos a cultura na OAB, que só agora entrou na era da informação. Tudo isso a despeito desse déficit gigante. E faremos muito mais.”

Em liminar na última sexta-feira (25), a juíza federal Adverci Rates Mendes de Abreu, da 20ª Vara da Justiça Federal de Brasília (DF), suspendeu a decisão do Conselho Federal que autorizava o registro de candidatura de três então candidatos da chapa do presidente eleito e determinou a realização de novas eleições para a OAB-GO, que devem ser realizadas pelo Conselho Federal em 30 dias. “Estou absolutamente seguro. Certamente será cassada mais um vez”, comentou Lúcio Flávio.

A atual gestão destaca que, coincidentemente, é a mesma magistrada que deferiu outra liminar, de teor semelhante, no final de 2015, impedindo a posse da OAB Que Queremos em 1º de janeiro de 2016. A medida cautelar foi cassada dias depois pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Lúcio Flávio achou “curioso” o fato da liminar ter sido deferida na semana em que se comemorava um ano da vitória de seu grupo, cuja votação foi a mais expressiva da história da seccional goiana. “Há um forte componente político no pedido dos derrotados. Mais até que jurídico”, disse.

Ainda nesta segunda (28), o Conselho Federal da OAB recorreu da decisão.

Lado de lá

Dentro da própria OAB Forte há uma divisão no que se refere ao recurso judicial. Alguns líderes do grupo oposicionista, como o ex-candidato a vice-presidente Julio Meirelles, se posicionam contrários à liminar deferida. Ele alegou ao Jornal Opção que a decisão é “desproporcional” e que um novo pleito “sangraria” a OAB e a advocacia.

De qualquer forma, a decisão tem causado controvérsia: há quem diga que, ao recorrer à Justiça, a chapa contrariou decisão do próprio Conselho Federal e levou a “briga” para fora do sistema — para o algoz da advocacia: o Judiciário.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.